Após uma criança ter morrido com o crânio perfurado por um prego na noite de terça-feira (30), o funcionário que trabalhava em um imóvel nas proximidades de onde o acidente ocorreu prestou depoimento à polícia nesta quarta-feira (30).
O homem compareceu à 35ª Delegacia de Polícia, no município de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A criança tinha 10 meses e, no momento em que foi atingida, estava no colo da mãe.
Segundo a polícia, o homem também entregou à polícia uma pistola usada para fixar gesso. É desse equipamento que pode partido o prego que perferou o crânio do bebê. A criança morreu na tarde de quinta.
A investigação do caso aponta que o homem, que trabalhava na reforma de um imóvel, estava tentando manusear a pistola, que é antigo. De acordo com o seu relato, o equipamento estava travado e sem lubrificação.
O profissional, então, atirou contra o chão. O delegado do caso acredita em fatalidade e que o funcionário pode ser indiciado por homicídio culposo, que não há a intenção de matar.
Uma perícia deve acontecer nesta quinta-feira (1º) no local para colher novos depoimentos, analisar as circustâncias que ocorreram o crime e tipificar o crime.
O caso
Na noite de terça-feira (30), um bebê de 10 meses foi atingido por um prego na cabeça. Ele estava sentado no colo da mãe dentro de um carro quando aconteceu o acidente. Na tarde de quarta (31), a criança não resistiu e morreu.
Segundo a mãe, o carro estava parado na Rua José Montenegro de Lima quando escutou um barulho em um dos vidros traseiros do veículo. Foi quando percebeu que o filho estava sangrando e o levou diretamente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.
Depois de ser atendido, a criança foi transferida para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz. A criança, após ter sido realizado um exame de imagem, chegou a ser operada e estava na UTI. Porém, ela não resistiu e acabou morrendo.

