Desde o último sábado (24), Telma Lemos tem uma hóspede inusitada em sua residência. Trata-se de uma Asio clamator, nome científico da coruja-orelhuda. No entanto, o animal está ferido.
Por conta disso, a dona de casa de 53 anos, que vive no bairro Planalto, em Vila Velha, está pedindo ajuda para que alguma autoridade resgate a ave.
“Estou preocupada porque ela (a coruja) precisa de tratamento. Ela está com a asa machucada”, diz a mulher que conta nunca ter visto de perto um animal do tipo. “Já tinha visto corujas na roça, mas essa é primeira vez que vejo tão de perto”, garante.
Além da asa machucada, Telma também está preocupada com o fato da ave não estar se alimentando. Tudo isso fez com que a mulher se apegasse ao animal. “A gente acaba pegando carinho, ainda mais que ela está machucada. E eu converso com ela! Falo que ela é minha amiga”, brinca.
Ainda segundo a dona de casa, no sábado, dia que a coruja chegou em seu quintal, ela entrou em contato com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mas não conseguiu atendimento.
O Ibama-ES foi procurado pela reportagem e até a publicação dessa matéria não havia se manifestado sobre o assunto.

O caso da coruja-orelhuda não foi o único registrado no Estado durante o fim de semana. Na sexta-feira (23), uma onça-parda apareceu em uma residência no bairro Valparaíso, em Baixo Guandu, na região Norte do Estado.
A onça chegou à residência por volta das 5h da manhã e, depois de nove horas, ela foi retirada do local após a utilização de dardos tranquilizantes. Após o resgate, o animal, que tem entre 2 e 3 anos, foi encaminhado para a Reserva de Sooretama, no Norte do Estado.
