
“Na conclusão do inquérito, nós representamos pela conversão da prisão temporária em preventiva, para que o suspeito permaneça preso enquanto o processo tramita na justiça. Tomamos esta decisão porque ficou comprovada a periculosidade do indiciado. Inclusive, ele foi reconhecido por vítimas de um outro crime, que também é investigado pelo DEIC”, explicou o chefe do Departamento, delegado Romualdo Gianordoli.
O crime ao qual o delegado se refere foi um roubo, cometido em 26 de junho, no bairro Nova Betânia, em Viana. Ele e mais dois comparsas utilizaram armas de fogo para render duas vítimas durante um roubo a uma residência. O caso ainda está sob investigação.
Homicídio qualificado
O delegado concluiu que, ao cometer o homicídio que vitimou Aloísio, Mário Cesar não deu chance para que a vítima se defendesse. O pedreiro foi assassinado por volta das seis horas da manhã do dia 06 deste mês, a caminho do trabalho, em Novo Horizonte, Serra. O autor se aproximou de moto, atirou contra a vítima e fugiu levando a mochila.
A dinâmica levou à suspeita de crime de latrocínio, no primeiro momento, mas as investigações concluíram que trata-se de crime de homicídio.
“O autor confessou o crime e afirmou que a vítima estuprou a filha dele, há cerca de três anos. Na época, a menina tinha entre oito e nove anos. Durante as investigações, mais quatro vítimas de violência sexual foram identificadas, incluindo a filha de Aloísio, que hoje, é adulta”, explicou o delegado.
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