Identificar e combater as lideranças do crime organizado. Esse é um dos objetivos da inteligência da Força Nacional, que vai começar a atuar em Cariacica na próxima sexta-feira. Os 100 policiais que vão realizar os trabalhos já se encontram no Estado, fazendo reconhecimento de territórios e de estruturas das áreas de atuação.
“Além do trabalho ostensivo, a Força Nacional conta com agentes de Polícia Civil, peritos e delegado que vão trabalhar para combater o crime organizado, a lavagem de dinheiro, recuperar ativos e atacar as instâncias superiores do crime”, revelou o subsecretário de Estado de Integração Institucional, Guilherme Pacífico.
Segundo ele, os trabalhos serão feitos de forma integrada com outras instituições. “A Força Nacional vai trabalhar com a Polícia Civil, com a Polícia Federal, com a Polícia Militar, com a Polícia Rodoviária Federal e com o Corpo de Bombeiros. O objetivo é a redução da criminalidade letal, do número de homicídios, de latrocínios e de feminicídios”, disse Pacífico.
A tropa conta com homens e mulheres. Desses, 80 vão atuar de modo ostensivo. Os outros 20 vão fazer um trabalho de inteligência junto à Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DEHPP) de Cariacica.
“Essa semana, eles vão atuar onde está a mancha criminal. No momento, eles estão participando de captação e conhecendo a estrutura da Polícia Militar do 7º Batalhão”, disse o subsecretário.
Ainda de acordo com Pacífico, os policiais da Força Nacional poderão atender crimes em flagrantes.
“Além disso, eles vão poder ir a locais de homicídios, fazer patrulhamento de rotina, abordagens policiais e fiscalizações. A primeira fase é a do choque operacional. Em novembro, começa a fase do choque social”, explicou.
Pacífico falou também sobre o perfil dos policiais. “São profissionais capacitados e habilidosos. Eles vão atuar cada um com fuzil 5.56 e uma pistola de calibre ponto 40. A previsão é que eles fiquem em Cariacica por quatro meses. Esse tempo pode ser estendido”.
Do mês de janeiro até sábado, Cariacica registrou 93 assassinatos, o que equivale a uma redução de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o município havia registrado 103 mortes violentas.
