
Nesta terça-feira (06), o chefe de polícia da cidade publicou um pedido de desculpas dizendo que a ação foi um “erro de julgamento” dos oficiais encarregados da prisão de Donald Neely, de 43 anos.
O caso ocorreu no último sábado (03). Donald foi preso por invasão de propriedade privada e, de acordo com as autoridades ele está em situação de rua e tem problemas mentais.
O chefe de polícia informou que essa é uma “técnica utilizada e melhor aproveitada em alguns cenários”, mas adimitiu que os policiais deveriam ter esperado uma viatura no local.
No comunicado oficial, a polícia afirma que os dois policiais não tiveram malícia na ação, mas que as normas foram “imediatamente alteradas”, para que não volte a ocorrer. O treinamento da cavalaria também será revisto, à procura de métodos mais apropriados de prisão.
Se os internautas já não tinham ficado felizes com a imagem, ficaram menos ainda com a resposta das autoridades. Muitos compararam a cena à época da escravidão, criticaram a atuação dos policiais e a humilhação a qual Neely foi submetido. Outros até chegaram a apontar a diferença de tratamento entre o homem negro e o atirador branco, preso por matar 20 pessoas e deixar 26 feridas, no último ataque, também no Texas.
Hey Galveston, guess who got a ride to the police station. pic.twitter.com/VaBfvzEG1N
— Joe Galvan (@JoeLGalvan)
“Ei, Galveston, adivinha quem conseguiu uma carona para a delegacia de polícia”, disse o rapaz que comparou os dois casos.
We are not slaves #galvestonpolice pic.twitter.com/blEpy1iwil
— DellyG (@Dellfrisco)
“Nós não somos escravos”, disse outro internauta.
Galveston Police: Your apology is not accepted. The iconography of this photograph and the Officers behavior is not new. Note this engraving of a runaway slave being captured and returned to bondage. The fugitive Slave Act. pic.twitter.com/7f9ELcUVcX
— Nanga def (@artsyTrish)
“Polícia de Galveston: Não aceito suas desculpas. A representação visual dessa fotografia e do comportamento dos policiais não é nova. Preste atenção nessa gravura de um escravo fugitivo sendo capturado e novamente amarrado. A Lei do Escravo Fugitivo”.