As famílias da Grande Vitória estão crescendo. Somente em 2019, 17.094 bebês foram registrados em Vitória, Serra, Cariacica, Vila Velha, Viana, Guarapari e Fundão, de janeiro a julho.
São pelo menos 80 bebês por dia, uma média de três nascimentos por hora. Os dados são do Sindicato dos Notários e Registradores do Estado do Espírito Santo (Sinoreg).
O município da Serra se destaca entre as cidades com mais nascimentos, com 4.100 em sete meses. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da estimativa populacional, divulgados na quarta-feira, mostram que a cidade ganhou 9.912 novos moradores em um ano.
O assessor jurídico do Sinoreg Caio Ivanov, explica que esse crescimento no aumento de nascimentos está relacionado com a expectativa dos capixabas na melhora da situação financeira do País.
“Havia uma preocupação com a crise financeira, que atingia os planos e objetivos dos casais em terem filhos. A expectativa de melhora tem entusiasmado novamente as famílias”, explica.
Ele ressalta também que uma lei de 2017 permite que pais escolham a cidade do registro da criança, como a de residência da família, não sendo mais obrigatório a indicação da cidade onde o hospital de nascimento é localizado.
A ginecologista e obstetra Anna Carolina Bimbato destaca que há dois anos, por causa do surto de Zika, muitas mulheres tinham desistido de terem filho.
“O medo da doença e da microcefalia deixou muitas mulheres em alerta. Hoje, porém, há um número considerável de mulheres que estão decidindo engravidar”.
Fazendo parte da estatística, está a pequena Geovana, de 7 meses. Sua mãe, a pedagoga Luciana Urrutia, 40, moradora de Serra, conta que a chegada da filha foi planejada . “Já tenho um filho e queria mais um. Ter um filho muda muita coisa”.
A nutricionista Roberta Pin, 34, moradora de Vitória, teve seu primeiro filho, Valentim, há 3 meses. “Ele foi muito desejado. E seu nascimento me transformou em uma pessoa melhor”, diz.
Já a professora Deyse Souza, 34, de Vitória, diz estar vivendo um misto de sensações felizes, com a chegada do filho Kaíque, de seis meses. “Após dois abortos, eu olho para meu filho e vejo que ele é fruto de muito amor”.
