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Polícia

Suspeitos são flagrados destruindo floresta no Pará

Uma força-tarefa formada pelo Governo do Pará e por agentes do IBAMA flagraram suspeitos destruindo a área de proteção ambiental Triunfo do Xingu, no ...

Um relatório do MPF diz que uma organização criminosa pode estar por trás de boa parte do desmatamento da Amazônia - com o apoio de agentes do Estado.

Última atualização

Uma força-tarefa formada pelo Governo do Pará e por agentes do IBAMA flagraram suspeitos destruindo a área de proteção ambiental Triunfo do Xingu, no sul do estado, onde mais de três mil hectares de floresta foram desmatados e queimados para pasto.

Cinquenta suspeitos foram identificados – alguns deles, inclusive, financiadores do crime ambiental.

Em um vídeo, o governador do Pará, Helder Barbalho, comentou sobre a operação. “Foram apreendidos também tratores que estão nas áreas onde estavam feitas as queimadas. Já se identifica os responsáveis que serão responsabilizados criminalmente pelo estado do Pará”.

A Polícia Civil investiga ainda a prática de incêndios criminosos em Novo Progresso e São Félix do Xingu, municípios que aparecem entre os que têm mais focos de queimadas no Pará.

Segundo o Ministério Público Federal, o crime organizado está por trás de boa parte do desmatamento na Amazônia. A conclusão está no relatório da força-tarefa que conta com quinze procuradores da República do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Pará.

O estudo também afirma que os criminosos contam com o apoio, muitas vezes, de políticos, policiais e outros agentes de Estado.

A força-tarefa identificou desmatamento em uma área equivalente a mais de quatro mil e quatrocentos campos de futebol, nos últimos doze meses na região. No entanto, o número de multas, neste ano, caiu 29,4%, segundo o IBAMA.

Mato Grosso, porém, é o estado que concentra o maior número de queimas – que não se restringem à zona rural. Em Cuiabá, os incêndios urbanos têm assustado moradores e desafiado o corpo de bombeiros.

 

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