Após assembleia realizada por trabalhadores rodoviários, na tarde desta segunda-feira (12), o TRT-ES convocou audiência de conciliação entre as partes envolvidas: representantes do governo do Estado, das empresas de transporte público, dos trabalhadores e do MPT-ES.
A primeiria proposta do TRT-ES foi que um número menor que 30 ônibus circulasse sem cobradores, por 60 dias, e que esse número fosse aumentado gradativamente ao longo do tempo. Mas, após reunião entre as partes, uma nova proposta foi apresentada:
Os 30 veículos ficam mantidos, porém com atuação dos cobradores por 90 dias a título de orientação aos passageiros com dúvidas sobre o novo sistema de bilhetagem eletrônica, assitência a idosos, deficientes físicos, gestantes e crianças. Além de que foi exigido pela Justiça do Trabalho, o mínimo de três cursos para o aproveitamento e qualificação dos cobradores e a criação de uma comissão que se reúna mensalmente para avaliação do novo sistema, com emissão de relatórios.
A proposta também foi uma recomendação do MPT-ES, que pediu que os trabalhadores coloquem para rodar o máximo de ônibus hoje, o que será avaliado nesta terça-feira (13) pelos participantes, em nova assembleia, marcada para as 16 horas.
Já o governo disse que boa parte do que foi proposto na audiência já estava pevisto pela equipe. E deve se posicionar ao fim do dia. Um nova audiência de conciliação está marcada para as 17 horas, na sede do TRT-ES.
Na tarde desta segunda, no centro de Vitória, os trabalhadores rodoviários decidiram manter a greve da categoria, mas acatando a decisão da Justiça, que determinou a circulação de 75% da frota já a partir desta segunda.