Veio da base aliada do governador Renato Casagrande (PSB) – sendo um deputado do seu partido, Sergio Majeski –, os três únicos votos contrários à eleição do ex-presidente do PSB Luiz Ciciliotti ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas. Além de Majeski, votaram contra Lorenzo Pazolini (PRP) e Carlos Von (Avante). Ciciliotti foi eleito ontem, numa sessão extraordinária da Assembleia com 27 votos.
Majeski chegou a apresentar uma PEC, proposta por Casagrande quando foi senador, em que ele propõe que a escolha de ministros do TCU seja por meio de concurso público, para coibir “influência danosa” sobre os tribunais. Majeski votou em Alexsander Binda, um dos três auditores que inscreveu.
Von justificou que votava pela “meritocracia” ao escolher o mesmo auditor. E Pazolini votou em Odilson Júnior. Embora sejam a minoria, o voto dos três foi visto com preocupação, já que podem sinalizar insatisfação com o governo.
Questão no STF
O governador Renato Casagrande tem uma audiência hoje com a ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber sobre a Ação de Inconstitucionalidade (ADI) 5.691, que é resultado da denúncia do deputado Sergio Majeski sobre o não investimento de 25% da receita na Educação. A audiência será às 16h e consta na agenda da ministra do STF.
“Mais cegos que eu”
O deputado federal Felipe Rigoni (PSB) deu entrevista à revista “The Economist” e foi questionado por ser a favor de reformas no País, como a reforma da Previdência, mesmo sendo de um partido de esquerda. “Eles são mais cegos do que eu”, disse Rigoni, referindo-se à postura de oposição por oposição, de boa parte da esquerda e à sua deficiência visual.
E a lealdade?
Lealdade política aos aliados não é o forte do presidente Jair Bolsonaro. Só lembrar que o “amigo” e ex-senador Magno Malta praticamente abandonou sua campanha à reeleição em prol do Presidente e ficou a ver navios.
O ex-deputado Carlos Manato, que chegou a mandar fazer um “mitocar” para Bolsonaro, ganhou só um cargo de 4º escalão e o agora o ex-ministro Gustavo Bebianno, que comandou a campanha de Bolsonaro, foi posto na rua.
“Agora eu fiquei doce…”
O governador Renato Casagrande estava na rua de frente ao Palácio Anchieta, na 2ª feira, quando foi interpelado por uma ambulante. “É o senhor quem está proibindo de vender doce nos ônibus?”. Surpreso, rebateu: “Eu? Por que eu?”. De pronto deu alguns telefonemas para saber a situação. Terminou fazendo selfie com a vendedora.
Eleição em Guarapari como pano de fundo?
Questionado sobre o motivo de ter votado contra o candidato apoiado pelo governo na eleição à vaga de conselheiro, o deputado Carlos Von disse que o País “vive um novo momento e os políticos que não acompanharem isso, vão ficar para trás”. Nos bastidores, haveria uma insatisfação de Von com o governo que nomeou seu adversário, Gedson Merízio – que deve disputar a Prefeitura de Guarapari em 2020 contra Von – na Subsecretaria de Estado do Turismo.
E a gratidão?
O deputado Zé Esmeraldo cobrou a presença de Luiz Ciciliotti na sessão que o elegeu conselheiro. Disse que o novo membro do Tribunal de Contas deveria estar na Assembleia para cumprimentar os parlamentares que votaram nele.
Galeria
Abrigado
O presidente da Câmara da Serra, Rodrigo Caldeira, nomeou o ex-vereador e ex-deputado Wanildo Pascoal Sarnaglia para o cargo comissionado de agente de gabinete de representação parlamentar (Nível II).
Cooperativismo na pauta
O deputado federal Evair de Melo assume hoje a presidência da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), em Brasília.
Prêmio pinóquio
A nova disputa no Congresso é para saber quem mentiu: se o ex-ministro Gustavo Bebianno, se o Presidente ou seu filho Carlos Bolsonaro.