A Copa do Brasil é conhecida como a competição mais democrática do País, por ser disputada tanto por clubes da elite nacional, quanto por aqueles que sequer se encontram em alguma divisão do Brasileirão.
No confronto de realidades bem diferentes, Serra e Vasco entram em campo nesta quarta-feira (20), às 21h30, no estádio Kleber Andrade, em Cariacica, para uma partida histórica.
Pelo regulamento da competição, a segunda fase é decidida em jogo único. Em caso de empate, a decisão vai para os pênaltis.
De um lado, o gigante cruz-maltino, quatro vezes campeão brasileiro (1974, 1989, 1997 e 2000), uma vez campeão da Copa do Brasil (2011) e uma vez da Libertadores (1998). O mandante e desafiante é o Serra, seis vezes campeão capixaba (1999, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2018).
O Vasco tem uma folha salarial mensal de cerca de R$ 4 milhões. Do outro lado, o Serra, que este ano vai jogar a Série D do Brasileiro, gasta por mês cerca de R$ 100 mil com seu elenco.
Só o atacante Maxi López, ídolo da torcida vascaína, recebe em torno de R$ 300 mil por mês. Ou seja, um mês de salário do argentino representa três meses de vencimentos do time inteiro do Serra.

“Vamos terminar a nossa participação na Copa do Brasil, que espero que seja bem para frente, para depois planejarmos o que fazer com esse dinheiro. Nós temos uma dívida alta, mas não podemos perder de vista o nosso planejamento, que é levar o Serra para Série C do Brasileiro”, frisou o presidente do clube, João Batista Piol.
Premiação
Como vendeu o mando de campo para uma empresa de eventos esportivos, o Serra colocou no bolso mais uma grana, não revelada por força de contrato.
Caso elimine o Vasco e continue a escrever mais um capítulo na história da Copa do Brasil, o clube receberá mais R$ 1,4 milhão pela participação na terceira fase.
