
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (14) à reportagem, Constantini reiterou a posição acertada ainda no ano passado. O treinador e o empresário Eduardo Uram, que cuida da carreira de Cuca, conversaram com o médico nesta quarta (13) e ouviram a firme posição de que ainda resta mais um longo período de descanso.
“Concessão de minha parte médica, eu não faço. Primeiro vem a saúde do ser-humano, depois a família. Só depois disso vem o profissional. (…) Se ele conseguir se controlar e fazer a coisa com o equilíbrio, aí ele pode assumir depois de seis meses. Eu seria o primeiro a liberá-lo. Se o Cuca fizer a parte dele, excelente. Se não fizer, adeus, procure outro médico”, comentou.
“A saúde vem primeiro, depois o resto. Combinamos tudo isso ontem [quarta], falei com uma pessoa muito querida, o Eduardo [Uram, agente do treinador]. Se cumprir todo o tratamento, ele volta em seis meses. Não tem mistério e nada que possa mudar minha percepção de médico e paciente”, acrescentou.
Cuca passou por cirurgia no dia 6 de dezembro de 2018. O prazo de seis meses tão ressaltado por Constantini começou justamente com a intervenção médica realizada no Paraná. Desta forma, o treinador poderia retornar ao posto somente no início de junho.
“Se ele saiu do Santos por não se sentir bem e teve o problema, combinamos que são seis meses de observação, tratamento e disciplina. Ele pode continuar a trabalhar, mas fazendo a coisa bem-feita. Quero ter o paciente em boas condições com a família, filhos e netos”, ratificou o médico.
“Ele [Cuca] me prometeu que teria seis meses de descanso, e até agora foram dois. Sou médico de fazer trato, então espero que ele fique seis meses. Combinamos este período e valorizo este acordo com o paciente. Falei para ele: se você não se cuidar, vai ter uma qualidade de vida pior. Se não fizer sua parte naqueles seis meses que combinamos, não seria mais seu médico”, finalizou.
A diretoria do São Paulo tem em Cuca o principal nome para assumir a equipe, eliminada da Copa Libertadores antes mesmo de chegar à fase de grupos. O clube já optou por procurar um substituto para André Jardine, comandante no empate sem gols desta quarta com o Talleres, no Morumbi, que decretou o maior vexame são-paulino no torneio continental.