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Deputados cobram agilidade da polícia em caso de infecção

A Comissão de Defesa da Cidadania e Direitos Humanos se reuniu nesta terça-feira (23), na Assembleia Legislativa do Estado, na expectativa de ouvir o ...

Sessão da Assembleia Legislativa do Estado

Última atualização

A Comissão de Defesa da Cidadania e Direitos Humanos se reuniu nesta terça-feira (23), na Assembleia Legislativa do Estado, na expectativa de ouvir o secretário municipal de Saúde de Vila Velha, Jarbas Ribeiro de Assis Junior, sobre as ações no caso do surto infeccioso em uma creche particular do município. No entanto, pela segunda vez, ele não compareceu a uma convocação da Casa.

Segundo a Prefeitura de Vila Velha, o secretário firmou o compromisso de comparecer à audiência pública do próximo dia 7. Dessa forma, não será aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

“Não podemos esperar mais, essa audiência será um momento ímpar, tanto para apresentar o laudo final das investigações quanto para ouvir todas as partes envolvidas”, explicou o presidente da Comissão de Saúde, deputado Hércules Silveira (MDB). Ele destacou que o retorno das crianças à creche está marcado para o dia 29 de abril.

Na manhã desta terça-feira, a comissão colheu o depoimento do delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, Gianno Trindade. Os deputados reclamaram da demora tanto para abertura quanto para a conclusão da investigação, em andamento há 22 dias.

O delegado lembrou que a conclusão dos trabalhos depende de laudos. “Trata-se de um inquérito de complexidade, porque eu dependo da confecção dos laudos técnico-científicos para concluir a investigação e ainda não tenho esses laudos”.

O presidente da Comissão de Cidadania, deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), também questionou o motiva da demora para a reabertura da creche, que está interditada desde o dia 29 de março. Trindade frisou que não foi a Polícia Civil que interditou o espaço, mas a Vigilância Sanitária.

Para o deputado Lorenzo Pazolini (PRP), as crianças estão privadas de sua liberdade. “Elas precisam voltar a ter o dia a dia normal. O fechamento da creche gerou um transtorno para elas e para os pais. As famílias ficaram aprisionadas em casa”.

Guilherme Helmer , representante da comissão de pais, disse que as crianças fazem questionamentos. “As maiores perguntam aos pais por que elas têm que ficar em casa. Como o meu filho é pequeno, ele calça o sapatinho dele, pega a mochila e segura a minha mão, como quem sabe que deveria ir à escola”.

Guilherme revelou que a maioria dos pais continua pagando a mensalidade da creche, pois quer que os filhos retornem à instituição. “Nós confiamos que eles vão atender à recomendações feitas pela prefeitura e até ser mais rigorosos”.

Leonardo dos Santos, pai de uma aluna da creche, de 3 anos, concorda. “Ainda não há nenhuma definição, o inquérito está em andamento. Enquanto isso, minha filha continua em casa. Tivemos que contratar uma pessoa para ficar com ela. Depois, ela vai para a mesma creche que, para mim, é a melhor de Vila Velha”.

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