A morte dos irmãos Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos, e Joaquim Alves Sales, 3, completa um ano no próximo domingo (21). O crime aconteceu dentro da casa onde as vítimas moravam, em Linhares. Passado esse tempo, o imóvel ainda segue com o futuro indefinido. O administrador da casa, Vanildo Conti, revela que estuda até mesmo vendê-la.
Vanildo revela que o imóvel passa por reformas, principalmente, nos locais que foram atingidos pelas chamas. “A casa está sendo reformada e a decisão de vender ou alugar a casa ainda não foi decidida. A reforma termina daqui a cerca de 45 dias”, explica o administrador.
Ele disse que não pode dar mais detalhes sobre a reforma e a situação do imóvel por questões comerciais.
A frente da casa, antes que dava vista para a porta principal e um quintal, agora é coberta por tapumes de metal para que a reforma não veja vista do lado de fora. O administrador conta que morou na casa com a mulher, por cerca de dois anos, antes de alugar o imóvel para Georgeval e a mulher dele, a também pastora Juliana Sales.
“A gente tem que seguir a vida e eles (Georgeval e Juliana) pagam pelo que fizeram. Como a gente pode pagar amanhã ou depois por uma coisa que fizemos”, enfatiza Vanildo.
De acordo com ele, não houve nenhuma oferta pelo imóvel ainda. “É muito boato errado. Não houve nenhuma proposta”, afirma o administrador. Segundo a polícia, os irmãos foram mortos pelo pastor Georgeval Alves, de 36 anos, que era pai de Joaquim e padrasto de Kauã, na madrugada de 21 de abril do ano passado.
A polícia concluiu no inquérito que Georgeval estuprou, espancou e ateou fogo nas vítimas no quarto onde as crianças dormiam. Os irmãos morreram na hora. Georgeval foi preso uma semana após o crime. Juliana também foi presa dias depois acusada de omissão na morte dos filhos.
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informa, em nota, que Georgeval segue preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Viana 2. Juliana, por sua vez, está em liberdade, desde 30 de janeiro de 2019 por decisão da Justiça.
