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Capixaba Jhonata Ventura não se abate com volta à UTI

Internado desde o incêndio que, no dia 8 de fevereiro deste ano, matou 10 jogadores e feriu outros três atletas da base do Flamengo que estavam ...

Jhonata Ventura com os jogadores Juan e Diego.

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Jhonata Ventura com os jogadores Juan e Diego. (Foto: Reprodução/Instagram)

Internado desde o incêndio que, no dia 8 de fevereiro deste ano, matou 10 jogadores e feriu outros três atletas da base do Flamengo que estavam alojados no Ninho do Urubu, no Rio, o capixaba Jhonata Ventura vinha apresentando melhoras no último mês, o que levou a sua transferência do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Municipal Pedro II para o Hospital Vitória, também no Rio.

Porém, nesta quarta-feira (3), o jogador de 15 anos voltou à UTI, com suspeita de pancreatite medicamentosa. Apesar disso, de acordo com o empresário Jasiel Carvalho, o zagueiro não se deixou abater.

Jhonata teve 30% do corpo atingido pelas chamas no incêndio. E está há 56 dias internado, sendo o único dos três feridos que ainda não teve alta hospitalar.

“Ele tem um abatimento natural por estar dentro de um hospital há muitos dias. Mas ele não se abateu mais por conta disso (retorno à UTI). Pelo contrário, está tendo uma postura para reagir”, comentou o empresário, que visita o jogador diariamente, junto com a mãe do adolescente, Renata Cruz.

Na segunda-feira (1º), Jhonata foi submetido a uma cirurgia reparadora no braço direito e na orelha direita. A suspeita de pancreatite medicamentosa foi diagnosticada depois que o capixaba sentiu dores abdominais. O zagueiro voltou ontem à UTI do Hospital Vitória e será observado por um período de 48 horas, que termina na noite desta quinta (4).

“É preciso aguardar a evolução nas primeiras 48 horas para um melhor prognóstico. No momento, não apresenta critérios de gravidade”, comunicou o Flamengo, em nota oficial publicada na tarde desta quarta.

Jhonata realizava fisioterapias e caminhadas nos corredores desde o dia 3 de março, quando foi transferido para o Hospital Vitória, que fica localizado na Barra da Tijuca.

“É uma situação que exige cuidados, mas que foi descoberta dentro do hospital, graças a Deus. É uma pancreatite devido às medicações fortes que ele vem tomando durante todos esses dias. Ele teve que tomar muito antibiótico para combater as bactérias que, até então, estavam na mão direita dele. Foi um efeito colateral”, explicou Jasiel.

“Ele será observado por 48 horas, com dieta zero, apenas com soro, mas está acordado e a mãe dele está tranquila. A expectativa é de melhora durante esse período. Depois, ele será reavaliado para saber se poderá sair da UTI”, conclui o empresário.

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