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Polícia

Câmera de lanchonete flagrou pai que levou filho sem autorização da mãe

A câmera de segurança de uma lanchonete localizada na Rodoviária de Vitória flagrou o pai que levou o filho, de 10 meses, de Santa Maria de Jetibá ...

Última atualização

A câmera de segurança de uma lanchonete localizada na Rodoviária de Vitória flagrou o pai que levou o filho, de 10 meses, de Santa Maria de Jetibá sem a autorização da mãe da criança. Rodrigo Carvalho Pinho, 38, foi visto no local no dia 18 de abril, momentos antes de embarcar para São Paulo com o pequeno Ravi Pietro de Carvalho Pinho. 

Ângela Miranda reconheceu Rodrigo após a notícia do sequestro do filho (Foto: Júlia Afonso / AT)A funcionária da lanchonete Ângela Miranda contou que foi ela que atendeu Rodrigo. “Ele pediu banana e maçã, enroladas em papel alumínio, para levar na viagem. Eu disse que não tinha papel alumínio, mas poderia enrolar em uma sacola. Ele aceitou, pagou as frutas e foi embora sem falar nada. Quando vi as reportagens sobre o caso, lembrei que ele esteve aqui”.

No mesmo dia, horas antes de ter sido visto em Vitória, Rodrigo foi à casa da ex-mulher, a cabeleireira Patrícia Paula Bull, e, enquanto ela trabalhava, levou o menino. O acusado viajou até a Rodoviária de Vitória e, depois, pegou um ônibus em direção a São Paulo, onde sua família vive.

“O taxista que os levou até Vitória disse que o bebê foi chorando durante toda a viagem. Ele disse que, chegando na capital, o Rodrigo pediu a ele para acelerar o carro, pois a mãe da criança estaria esperando na cidade. Mas não era verdade”, contou Patrícia.

No dia 19 (sexta-feira), a cabeleireira entrou em contato com a família do ex-marido e ficou sabendo que ele estava em São Paulo. Foi então que ela viajou até o estado. “Eu entrei com minha advogada para fazer o pedido de busca e apreensão. Foi feito aqui em Santa Maria de Jetibá e encaminhado ao juiz de São Paulo. Mesmo não tendo muito recurso, eu fui até lá”.

Patrícia disse que, em São Paulo, chegou a ver o filho. “Eu vi o menino por segundos. A mãe do Rodrigo não deixou a gente entrar na casa. Os policiais disseram que não podiam fazer nada. E eles estavam lá para fazer uma busca e apreensão”, contou indignada, ao lembrar que o mandado não foi cumprido porque a conselheira tutelar se recusou a ir ao local.

Rodrigo é considerado foragido da polícia. A Polícia Civil do Espírito Santo investiga o caso. “O delegado disse que estavam investigando apenas aqui no Espírito Santo, e não em São Paulo. Como tem o endereço da mãe do Rodrigo por lá, pedi que eles fossem verificar, mas não fizeram isso”, lamentou Patrícia.

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