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Refugiadas preocupadas com familiares que estão na Venezuela

Vivendo há três anos no Espírito Santo, depois de fugir da crise na Venezuela, a professora Adriana Blanco, de 45 anos, revela que vive preocupada ...

Última atualização

Vivendo há três anos no Espírito Santo, depois de fugir da crise na Venezuela, a professora Adriana Blanco, de 45 anos, revela que vive preocupada pela dificuldade de contato com familiares que seguem morando no país do ditador Nicolás Maduro.

Adriana contou que trouxe para morar com ela no Estado os três filhos, a neta, o genro e duas irmãs, além da cachorrinha de estimação, mas deixou na Venezuela um irmão, que tem três filhos, além de tios e primos.

“Eles estão na rua (protestando). Só que está difícil a comunicação, porque eles (governo) cortam a energia e internet. Sinto angústia e esperança juntas. Angústia de não saber o que está se passando e pela integridade de minha família e a esperança de que a tirania acabe”, disse ela.

Os familiares de Adriana estão nas cidades de Maiquetía, Guayana e Barinas. Segundo ela, a Venezuela não aguenta mais o regime de Maduro. “Precisamos cobrir as necesidades básicas e despois ter salários dignos, que permitam que a economia prospere. Nosso problema não e ser um país pobre, mas ser um país rico mal administrado”, disse ela.

A confeiteira Jakeline Briceno de Rivas, de 38 anos, está preocupada com os pais que ficaram na Venezuela. Ela relata que uma sobrinha dela consegue ter acesso a WhatsApp e Instagram, já o pai ela conversa com ele nas poucas vezes em que ele consegue ter acesso a internet. “Me sinto muito triste. Minha mãe está para sair, mas parece que ficaram suspensos os voos comerciais”, disse a venezuelana.
 

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