A Venezuela vive um dia de tensão com o principal opositor do regime do ditador Nicolás Maduro, o presidente autodeclarado Juan Guaidó, indo às ruas para convocar militares e manifestantes a darem apoio ao que ele tem chamado “fase final da Operação Liberdade”, para tirar Maduro do poder.
Guaidó e o preso político Leopoldo López, que estava impedido de sair de casa, em prisão domiciliar, foram no início da manhã desta terça-feira (30) até a base aérea de La Carlota, em Caracas, para anunciar o apoio de militares dissidentes na luta contra o regime de Maduro.
Atendendo ao pedido da oposição, manifestantes foram às ruas e um grupo se deslocou até a frente da base aérea de La Carlota, onde derrubaram a grade que cerca do local.
Fence into La Carlota airbase has been knocked down by protestors#Venezuela pic.twitter.com/E3CFdomEje
— CNW (@ConflictsW)
Na tentativa de reprimir os manifestantes que pedem a saída do ditador Nicolás Maduro do poder, militares da Venezuela avançaram sobre as pessoas com blindados da Guarda Nacional, atropelando alguns dos manifestantes.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver pelo menos dois blindados do Exército venezuelano passando por cima pessoas que foram às ruas protestar pela saída do ditador.
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, se manifestou em sua conta conta do Twitter sobre a situação da Venezuela. “O Brasil acompanha com bastante atenção a situação na Venezuela e reafirma o seu apoio na transição democrática que se processa no país vizinho. O Brasil está ao lado do povo da Venezuela, do presidente Juan Guaidó e da liberdade dos venezuelanos”, escreveu ele.
Bolsonaro ainda aproveitou para criticar partidos de esquerda, que, segundo o presidente, deram apoio ao regime de Maduro. “O Brasil se solidariza com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT, PSOL e alinhados ideológicos. Apoiamos a liberdade desta nação irmã para que finalmente vivam uma verdadeira democracia”, publicou o presidente em sua conta.