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Cientista afirma que dinossauros podem não ter sido extintos

O físico e teólogo Adauto Lourenço, disse, em entrevista para o jornal A Tribuna, que não teria coragem de afirmar que os dinossauros foram ...

Cientista afirma que dinossauros podem não ter sido extintos
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Adauto diz que, quando estuda a natureza, percebe que existe nela a triunidade do Pai, Filho e Espírito Santo, como no tempo: passado, presente e futuro (Foto: Thiago Coutinho/ AT/ 15/03/2019)O físico e teólogo Adauto Lourenço, disse, em entrevista para o jornal A Tribuna, que não teria coragem de afirmar que os dinossauros foram extintos.

Formado em Física pela Bob Jones University e mestre pela Clemson University, ambas nos Estados Unidos, Adauto Lourenço realizou pesquisas no Max Planck Institut für Strömungsfurchung, em Göttingen, Alemanha, e no Oak Ridge National Laboratory, também nos Estados Unidos.

Ele percorre o mundo todo ministrando palestras na área apologética (de que a fé pode ser comprovada pela razão). O cientista sustenta que a ciência apenas constata a verdade bíblica.

Confira a entrevista na íntegra:

A Tribuna – A maioria diz que é impossível misturar ciência e religião e o senhor faz essa mistura. É uma luta diária?

Adauto Lourenço – É uma questão de atenção diária pelo seguinte: o Deus da Bíblia se revela sendo um Deus, mas existindo na forma de três pessoas, que são Pai, Filho e Espírito Santo. Cada lado é independente, mas estão conectados. Quando estudo a natureza, percebo que essa mesma triunidade existe nela. Tempo se divide em passado, presente e futuro; espaço se divide em altura, largura e profundidade; e os átomos em prótons, nêutrons e elétrons. Creio que a Bíblia é o livro das palavras de Deus e a natureza é o livro das obras de Deus. São dois livros com o mesmo autor, então se soubermos ler corretamente, não haverá contradições.

Qual é o modelo mais coerente da origem do universo?

Para mim, é o apresentado pelo criacionismo científico, que trabalha apenas com base nos processos naturais e nas leis da natureza. Ele não tenta provar que Deus criou o universo, pois provar isso é impossível. Ele considera os processos naturais, como fotossíntese, erosão, corrosão, e as leis da natureza, como magnetismo, gravidade e biogênese, por exemplo. Pensando nisso, tudo leva a crer que o universo e a vida não teriam surgido espontaneamente.

A Bíblia é um livro coerente?

Coerente e consistente. Nas afirmações históricas, até agora, não houve nenhum erro. Ela fala de rios, cidades, descreve regiões que a geografia conhece, impérios, reis e tudo que a história traz.
Faz afirmações científicas espetaculares, como a de Jó no capítulo 26, que aponta o norte sideral com um buraco vazio. Que a Terra paira sobre o nada é fato comprovado, já que o planeta Terra flutua em um espaço vazio. Só que esse buraco no norte sideral de um bilhão de anos-luz, comprovado nos anos 90, foi relatado há 4 mil anos.

É possível provar cientificamente que Deus existe?

Não é possível provar que Ele existiu, mas é impossível provar que Ele não existiu.

Como explicar o início da existência de Deus dentro do tempo, do espaço e da matéria?
Se Ele existir no tempo e espaço, Ele é criatura, e não Deus. Deus não necessita de tempo, espaço e matéria para existir, mas a Bíblia diz que tudo que foi criado foi para revelar quem Ele é. E Ele criou o tempo para a gente entender que Ele é eterno.

O senhor afirma que o dilúvio existiu. Como chegou a essa conclusão?

São vários caminhos diferentes, e o primeiro diz respeito às narrativas. A Bíblia diz que Noé salvou animais em uma arca antes de um grande dilúvio. O escritor James George Fraizer pesquisou e publicou no livro “Folk-lore in the old testment”, 250 relatos espalhados por civilizações de toda a Terra, aborígenes, esquimós, incas, maias, astecas, cañaris, hindus, de que um antepassado deles teria salvo animais de uma grande inundação em um grande barco.

Qual a probabilidade de diferentes culturas inventarem uma mentira em uma época onde não existiam meios para as pessoas se comunicarem?

Outra coisa são as camadas de rochas sedimentares, que se formam apenas com água, e os fósseis, que também não se formam em morte natural, apenas em catástrofes. Encontramos isso em todos os continentes, então, a impressão que temos é de que o planeta todo já esteve embaixo d’água.

Por fim, um ponto mais sutil, que são as cadeias montanhosas externas e a dorsal meso-oceânica, que são as cadeias submersas.

Considerando a Pangeia, supercontinente único que ao se fragmentar teria dado origem aos continentes atuais, e o afastamento de dois centímetros por ano registrado entre a África e a América do Sul, levariam 150 milhões de anos para se afastarem 3 mil quilômetros.

No passado, algo fez com que os continentes se afastassem um do outro e depois passassem por um processo de frenagem abrupta. E essa rachadura na Pangeia envolveu muita água.

Consegue provar a abertura do Mar Vermelho?

A Bíblia trata de coisas que consigo provar cientificamente, então imagino que ela diz a verdade sobre o resto. A abertura do Mar Vermelho foi algo acompanhado por 2 milhões de observadores e não é fácil sustentar uma mentira quando se envolve tantas pessoas.

Você me disse que dinossauros podem não ter sido extintos.

Ao examinarmos as fezes fossilizadas deles, percebemos que o tipo de semente e folha que eles comiam eram de plantas tropicais. Temos 13 milhões de quilômetros de áreas intocadas no mundo inteiro, então, eu não teria coragem de afirmar que eles estão extintos. Como matemático, acho que tem muita área para procurar ainda.

Ciência e fé se contradizem ou se misturam?

Depende de como se vê a ciência e a fé. Toda ciência devidamente estabelecida e toda Bíblia corretamente interpretada nunca entrarão em contradição.

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