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Economia

Pretendentes já ofertaram R$ 2,3 bi no leilão de aeroportos

Começou há pouco o leilão de privatização de 12 aeroportos. No momento, os pretendentes estão realizando lances de viva voz por cada um dos três ...

Acesso ao terminal de embarque do Aeroporto de Vitória

Última atualização

Começou há pouco o leilão de privatização de 12 aeroportos. No momento, os pretendentes estão realizando lances de viva voz por cada um dos três blocos. Os lances pelos três blocos somam R$ 2,317 bilhões, superando a outorga estipulada pelo governo de R$ 2,1 bilhões. Localizados nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, os aeroportos, juntos, recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação. O investimento previsto para os três blocos é de R$ 3,5 bilhões, no período de 30 anos.

O bloco do Nordeste é o mais disputado. Formado pelos aeroportos de João Pessoa e Campina Grande, ambos na Paraíba; do Recife, de Maceió, Aracaju e Juazeiro do Norte, no Ceará, o bloco recebeu seis propostas. Até o momento, o maior lance foi do grupo espanhol Aena Desarrollo Internacional, que ofereceu R$ 1,85 bilhão para pagamento à vista pelo bloco, um ágio de 981,47%.

Em segundo lugar está o Consórcio Região Nordeste, que ofertou R$ 1,770 bilhão, ágio de 934,70%. O grupo também ofereceu um lance pelo bloco Sudeste. Em terceiro lugar, o grupo suíço Zurich Aiport ofereceu um lance de R$ 1,761 bilhão, um ágio de 929,44%.

O bloco Centro-Oeste, formado pelos aeroportos de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta, em Mato Grosso, recebeu duas propostas: do Consórcio Construcap-Agunsa, que ofereceu R$ 31,5 milhões, ágio de 3711,01%, e o Consórcio Aeroeste, R$ 31 milhões, um ágio de 3650,52%.

Já para o bloco Sudeste, formado pelos terminais de Macaé, no Rio de Janeiro, e de Vitória, no Espírito Santo, foram apresentadas quatro propostas. A Zurich Aiport com oferta de R$ 437 milhões, ágio de 830,15%; a ADP do Brasil, R$ 304 milhões, ágio de 547%; CPC (Companhia de Participações em Concessões), R$ 167 milhões, ágio de 255,47%, e a Fraport, oferta de R$ 125,002 milhões, ágio de 166,07%.

O leilão desta sexta-feira (15), realizado na B3, em São Paulo, é o primeiro no modelo de blocos. Até então, os terminais vinham sendo leiloados individualmente. Segundo o governo, a organização dos terminais em três blocos está relacionada a uma maior vocação de uso dos terminais: os do Nordeste para o turismo, os do Centro-Oeste, para o agronegócio, e os do Sudeste para atividades empresariais ligadas ao setor de energia, como petróleo e gás.

Pelas regras do edital, vence o leilão quem apresentar o maior ágio (diferença entre o lance mínimo e o valor final ofertado) sobre o valor mínimo de contribuição inicial mínimo do bloco. Para o Nordeste, o lance mínimo inicial foi de R$ 171 milhões. Para o bloco Sudeste foi de R$ 47 milhões, enquanto para o bloco do Centro-Oeste, R$ 800 mil, totalizando R$ 219 milhões. Esses valores deverão ser pagos à vista junto com o ágio ofertado na data de assinatura do contrato.

Veja mais:

Acompanhe ao vivo o leilão do aeroporto de Vitória

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