Pouca oferta de mão de obra no mercado e grande procura pelas empresas. Como resultado, salários mais altos.
Engana-se quem pensa que apenas cargos que exigem ensino superior pagam bem no Estado. É o que mostra um levantamento feito junto de profissionais de Recursos Humanos com as 20 profissões de nível médio com maiores salários.
No topo da lista estão as funções técnicas, como em jogos digitais, cuja remuneração média é de R$ 6.500 no Estado. Atrás vêm técnicos em programação, radiologia, enfermagem, meio ambiente e o desenvolvedor mobile, por exemplo.
No Estado, o Centro de Ensino Técnico Vasco Coutinho oferece curso de graça para técnico em Jogos Digitais, que exige só o ensino médio. Segundo o coordenador do turno vespertino e noturno da instituição, Fabiano Rodrigues de Paula, a duração é de um ano e meio, pela manhã, e dois à noite.
“Pode ser feito por qualquer pessoa que já tenha concluído o ensino médio ou esteja cursando o ultimo ano”, explicou, ao informar que é recomendável conhecimento razoável sobre computadores.
Segundo o coordenador, são oferecidas 50 vagas por ano, e a procura é grande. “A concorrência chega a oito por vaga”, disse ele, ao comentar que os profissionais geralmente prestam serviço para outras empresas — algumas permitem que o trabalho seja realizado de casa.
Há, na lista, profissões que nem sempre exigem ensino técnico, como a de vendedor.Mas ter apenas o ensino médio completo não é o suficiente, conforme alertou o CEO da Heach RH e especialista Élcio Paulo Teixeira, que recomenda formação técnica.
A especialista em pessoas e carreiras Gisélia Freitas destacou que o mercado de trabalho está sempre em mudanças constantes e definindo novos padrões: “O que se espera hoje, independentemente, da formação, são profissionais que agreguem valor, inovadores, flexíveis e que tenham acima de tudo atitude.”
Ela destacou que um curso superior ajuda, o que não quer dizer que a falta dele represente menor capacidade. “Em alguns casos, a formação técnica é mais aderente quando quer retorno rápido, experiência prática e operacional”.
Leia a reportagem completa no jornal A Tribuna deste domingo (31).

