
A entrevista com Jane foi exibida ontem pelo Fantástico. A vendedora contou que, desde o início do relacionamento, percebeu que Jonas era ciumento e possessivo. “Eu saía do trabalho às 18h30. Às 18h20 ele já estava na loja. Ele é possessivo. Essa é a palavra”.
Com um ano e quatro meses de namoro, uma agressão verbal deixou a vendedora em alerta. “Naquele dia, eu falei: acabou”, contou Jane. Mas o namorado prometeu mudar e o relacionamento continuou.
No dia 4 de março deste ano, houve a agressão física. Jane contou que, enquanto Jonas a chutava, nas proximidades do Parque Nacional do Caparaó, em Dores do Rio Preto, no Sul do Estado, ela disse: “Você vai me matar”. E o namorado respondeu: “É isso mesmo, eu vou te matar”.
“Eu me lembro de algo escorrer muito pelo meu rosto. Para mim, eram lágrimas. Mas não. Era sangue. Foram três ou quatro dias sem enxergar”, completou.
No último sábado, um corpo foi localizado na mesma região onde Jane foi agredida. A família de Jonas esteve no local e reconheceu alguns objetos que seriam do vendedor, que teria cometido suicídio. Mas, segundo a polícia, apenas exames poderão confirmar a identidade e a causa da morte. O prazo para a confirmação da identidade é de 30 dias.
Familiares de Jane disseram que ela ficou muito abalada após receber a notícia de que um corpo tinha sido encontrado no local.
“Ela tem tido dores de cabeça fortes, insônia e crises de choro”, afirmou Salvador Cherobin, irmão da Jane.