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Publicitária morre vítima de dengue hemorrágica, segundo família

A publicitária Kelli Corteletti do Espírito Santo, 36 anos, que morava em Soteco, Vila Velha, pode ter sido a primeira vítima da dengue hemorrágica, ...

Kelli Corteletti, de 36 anos, pode ter sido a primeira vítima da dengue este ano no Estado.

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Kelli Corteletti pode ter sido a primeira vítima da dengue este ano no Estado. (Foto: Acervo da família)A publicitária Kelli Corteletti do Espírito Santo, 36 anos, que morava em Soteco, Vila Velha, pode ter sido a primeira vítima da dengue hemorrágica, neste ano, no Estado. Segundo familiares, a publicitária deu entrada na sexta-feira, dia 22, no Hospital Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha, e morreu no domingo.

A irmã de Kelli, a enfermeira e servidora pública Eliane Corteletti do Espírito Santo, 39 anos, contou que na terça-feira, dia 19, a irmã ligou para ela dizendo que estava com dores no corpo e na cabeça, e com vontade de vomitar.

“Ela me ligou e disse os sintomas, e como sou enfermeira, disse que tomasse bastante líquido pois era dengue. Ela então começou a tomar remédio para dor”. Eliane disse que no dia seguinte a irmã foi levada para o hospital, já que os sintomas tinham piorado.

De acordo ela, o exame de sangue de Kelli constatou que suas plaquetas estavam baixa, porém foi diagnosticado um quadro de dengue comum, além de uma infecção urinária.

“Ela foi para casa e começou a sentir muita dor abdominal, até que na sexta-feira o quadro dela piorou e ela veio a falecer. A autópsia apontou como causa doença febril hemorrágica”, relatou.

Segundo Eliane, Kelli precisava ser removida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), porém no Hospital Antônio Bezerra de Farias não tinha vaga. “O estado dela era muito grave. Talvez se tivesse ficado na UTI teria sido salva. Chegamos a recorrer à Justiça, e quando foi transferida para o Hospital Meridional, veio a falecer.”

O médico infectologista Crispim Cerutti explicou que casos de doença febril hemorrágica podem ser ou não dengue e que uma investigação deve ser feita. “Essa doença tem várias causas diferentes, e uma delas pode ser a dengue.”

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) disse lamentar a morte da publicitária, e afirmou que todos os cuidados médicos foram dados à paciente, até mesmo uma transferência para a UTI da São Francisco, em Cariacica, foi disponibilizada, mas que devido ao estado da paciente, a remoção não pôde ser realizada.

A nota diz ainda que, assim que a família acionou a Justiça, a decisão foi acatada e que a causa da morte está sendo investigada.

“Ela precisava de uma UTI”

Em meio à dor de ter perdido a irmã, que morreu com suspeita de dengue hemorrágica, a servidora pública Eliane Corteletti do Espírito Santo, 39 anos, contou para a reportagem de A Tribuna como foram os dias de angústia da família ao lutar pela sobrevivência da publicitária Kelli Corteletti do Espírito Santo, de 36 anos.

A Tribuna – A Kelli era uma pessoa saudável?

Eliane Corteletti – Muito saudável. Ela malhava duas vezes ao dia, tinha uma alimentação equilibrada e não apresentava qualquer problema de saúde. Na segunda-feira (dia 18) ela teve um pressentimento ruim e começou a chorar falando com minha mãe que não queria morrer. Foi muito estranho ela ter relatado isso e depois essa tragédia acontecer.

E quando ela começou a apresentar sinais de que estava doente?

Na terça-feira (dia 19), ela me ligou e disse que estava com dor no corpo e de cabeça e com vontade de vomitar. Como ela tinha sinusite, achou que era algo relacionado, mas na hora falei com ela que podia ser dengue e que era para se hidratar.

E logo vocês procuraram um médico?

Na quarta-feira (dia 20), ela me ligou novamente e disse que tinha piorado, que estava com muita fraqueza. Foi aí que minha mãe a levou até o Hospital Estadual Antônio Bezerra de Faria. Lá ela foi diagnosticada com dengue comum. Ela retornou para casa e então começou a sentir uma dor abdominal na quinta-feira.

Quando vocês perceberam que o quadro dela era grave?

Na sexta-feira (dia 22), minha mãe me ligou e disse que ela estava desorientada. Como sou enfermeira, pensei na hora que ela estava com dengue hemorrágica e corremos para o Hospital. Ela precisava de uma UTI, mas não conseguimos uma vaga no Bezerra. Fomos até ao Ministério Público e quando conseguimos transferi-la, ela veio a falecer.
 

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