As passagens aéreas para voos com origem em Vitória são as mais baratas do País, segundo relatório da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), divulgado esta semana.
Saindo da capital capixaba, eles custam, em média, R$ 317,65. Já a passagem mais cara do País foi registrada em Roraima, onde a tarifa custa R$ 646,70, em média.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Ricardo Paixão, um dos fatores para a queda dos preços em voos domésticos partindo de Vitória é a maior oferta de rotas, possibilitada pela reinauguração do Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, no ano passado.
“Antes, era preciso fazer várias conexões, mas a ampliação do aeroporto trouxe novas possibilidades. É a lei da oferta e da procura. Com mais opções de voos, houve um aumento no fluxo de pessoas, o que ajuda a reduzir os preços”.
Com a privatização do aeroporto, a expectativa é de que sejam disponibilizadas novas rotas para voos domésticos com origem em Vitória, o que pode ajudar a manter as tarifas aéreas mais baixas.
O relatório tomou como base as tarifas de todas as linhas aéreas domésticas em dezembro de 2018, que apresentaram alta real de 1% no País, em relação ao mesmo período de 2017. O preço médio dos voos no Brasil chega a R$ 374,12.
A Anac informou, em nota, que não interfere na precificação dos bilhetes aéreos, e que a responsabilidade pertence às companhias aéreas, tendo em vista o regime de liberdade tarifária no setor, instituído pelo governo federal.
“Cabe à Agência realizar o acompanhamento permanente das tarifas comercializadas — correspondentes aos bilhetes de passagem efetivamente vendidos ao público em geral — pelas empresas em todas as linhas aéreas domésticas de passageiros”, diz a nota.
Além da autonomia das companhias aéreas em relação à precificação, um dos fatores de maior peso é o preço do combustível que abastece as aeronaves.
“Quando um avião levanta voo, há muitas coisas envolvidas. E uma delas é justamente o combustível. Por isso, as tarifas oscilam tanto. Outro fator que tem elevado o preço é a alta do dólar”, apontou o economista Laudeir Frauches.