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Saúde

Sindicato dos Médicos pede interferência do MP na saúde de Cariacica: “Em completo colapso”

O Sindicato dos Médicos do Estado (Simes) se pronunciou a respeito dos pedidos de demissões dos cinco pediatras que atuavam no Pronto Atendimento de ...

OTTO Batista: “Completo colapso”

Última atualização

O Sindicato dos Médicos do Estado (Simes) se pronunciou a respeito dos pedidos de demissões dos cinco pediatras que atuavam no Pronto Atendimento de Alto Laje, em Cariacica, e pediu a interferência do governo do Estado e do Ministério Público (MPES) na saúde do município.

Otto Batista: “Completo colapso” (Foto:  Antônio Cosme/AT)De acordo com o presidente Otto Batista, “a rede de Atenção Básica (unidades de saúde) de Cariacica está em completo colapso”. “A denúncia está clara, a mídia e a população tomaram conhecimento. Parece que os governantes, o prefeito e a secretária de saúde estão torcendo pela precarização para justificar uma rápida terceirização. O apelo do Sindicato dos Médicos é a intervenção do Estado e do Ministério Público”, afirmou.

Na nota enviada pela entidade, o presidente declarou que os médicos que trabalham na unidade enfrentam “escalas furadas de trabalho por falta de médicos suficientes para cada plantão, a falta de condições de trabalho, incluindo superlotação e o total improviso” .

O Simes também alega “falta de insumos básicos, exames laboratoriais insuficientes e até mesmo problemas para transferência de pacientes”. Segundo a nota, os médicos também enfrentam “violência física e psíquica”, o que resulta na desistência dos profissionais para atuarem na unidade.

Outra reclamação feita pelo sindicato são os salários. De acordo com o Simes, a prefeitura estabeleceu uma salário-base de R$ 2,5 mil, valor que pode ser aumentado por meio de produção.

“O prefeito chegou a anunciar na TV que um médico do PA do Trevo ganha até R$ 10 mil. Isso pode até acontecer, mas com o profissional passando por jornadas de trabalho de até 100 horas semanais. Isso é ilegal, e o Sindicato dos Médicos não compactua com isso”, explica o presidente da entidade.

Já o Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM) afirmou, por nota, que “há muito denuncia os problemas de gestão na saúde, que afastam cada vez mais profissionais das unidades públicas. Todo médico tem direito a buscar condições dignas de trabalho.”

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