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Mulher de 71 anos voa de parapente com filho para comemorar Dia das Mães

É tradição no Dia das Mães os filhos darem de presente a elas roupas, perfumes, celulares ou eletrodomésticos. O instrutor de voo Fabrício Ridolfi, ...

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É tradição no Dia das Mães os filhos darem de presente a elas roupas, perfumes, celulares ou eletrodomésticos. O instrutor de voo Fabrício Ridolfi, de 38 anos, decidiu dar um presente curioso para sua mãe, Zileni, de 71: voar de parapente com ele.

Por volta das 15 horas, os dois partiram da rampa no Morro do Moreno, em Vila Velha, rumo a Praia de Itapuã, em uma aventura de cerca de 30 minutos. Durante esse tempo, mãe e filho puderem contemplar juntos, do céu azul, de poucos nuvens, abaixo deles a vista para as praias de Vitória e Vila Velha.

Fabrício verifica os equipamentos antes do voo (Foto: Leone Oliveira)No caminho até o alto do morro para a decolagem, Fabrício contou como surgiu a ideia de voar com a mãe. “Fiz aniversário em 26 de abril. Ela me disse que não tinha dinheiro para me dar presente e falei para ela que o presente que ela poderia me dar seria voar comigo. Ela nunca tinha voado comigo”, explicou ele.

Antes do voo, tia Zizi, como ela é conhecida, aparentava estar muito tranquila, mostrando vídeos de sua paixão – dançar forró – e não parecia que daqui a alguns minutos iria decolar com o filho e sobrevoar a Praia da Costa. “Já fiz voo duplo há algum tempo, voei de asa delta, de ultraleve e de avião sem motor”, revelou ela, enquanto o filho estava preocupado com as condições de vento para proporcionar um voo bem tranquilo para a mãe.

Segundo ela, o espírito aventureiro aflorou nela na década de 80 quando ela namorava um rapaz que praticava voo de asa delta. Zizi contou que, nessa época, atuava no resgate de asa delta, subindo e descendo o Morro do Moreno dirigindo o veículo que levava o equipamento para a rampa de decolagem e buscava na praia, após a aterrissagem.

Apesar de estar há oito anos voando de parapente e já ter feito voos com papai noel e até noiva, Fabrício revelou que voar com a mãe seria algo diferente. “Essa ideia é uma junção de algumas coisas. Primeiro, de eu proporcionar um momento de alegria para ela do qual já participo, há oito anos, e, segundo, que ela possa participar comigo no voo e, através do voo livre, mostrar a pessoa que ela é tudo para gente”, explicou.

O instrutor de voo disse que também ganhou um presente ao levar a mãe com ele para sobrevoar a cidade com ele. “Me sinto gratificado por saber que ela topou de voar comigo. Apesar de ser um esporte radical, entre os dois existe uma confiança”, disse ele.

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