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“Não há prova sobre a origem da contaminação”, afirma diretoria de creche sobre surto

A diretoria do Centro Educacional Infantil Praia Baby emitiu um comunicado, na tarde desta terça-feira (7), destacando pontos do relatório ...

Técnicos do Ministério da Saúde fizeram vistoria em creche

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Técnicos do Ministério da Saúde fizeram vistoria em creche (Foto: Dayana Souza/ AT/ 05/04/2019)

A diretoria do Centro Educacional Infantil Praia Baby emitiu um comunicado, na tarde desta terça-feira (7), destacando pontos do relatório epidemiológico elaborado pelas autoridades públicas de saúde sobre o surto de gastrointerite na instituição de ensino, ocorrido em março deste ano.

Os resultados do relatório foram apresentados pela manhã em audiência pública da Comissão de Saúde, na Assembleia Legislativa (Ales). Os detalhes da investigação foram apresentados pelo coordenador-geral do Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen), Rodrigo Rodrigues.

O surto, com principal sintoma de diarreia, teve início na segunda metade de março e foi oficialmente comunicado às autoridades no dia 22. Um menino, de 2 anos, morreu em decorrência do surto, ocorrido na creche, localizada na Praia da Costa, em Vila Velha. O local chegou a ser interditado no decorrer das investigações.

Segundo o relatório, a identificação precisa sobre a fonte de contaminação da bactéria E. coli não foi encontrada e os resultados apontam para uma fonte de contaminação externa e pela transmissão por meio da água.

A investigação científica também detectou que houve um duplo surto na creche. Além da E. coli, também foi diagnosticado nos pacientes o Norovírus, com sintomas similares. Dos 37 casos de Doença Diarrêica Aguda, foram confirmadas duas infecções por E. coli e 11 por norovírus.

A diretoria da creche destacou que o documento das autoridades se mostra inconclusivo sobre a forma como a bactéria apareceu na creche. “Não há prova sobre a origem da contaminação e não há qualquer responsabilização da instituição de ensino, diferentemente do que fora anteriormente sugerido. Por conta do contato entre alunos, a creche, segundo as autoridades, foi apenas o ponto transmissor dos casos de gastroenterite”, afirmou.

Os donos da creche ainda enfatizaram que o fato das autoridades deixarem claro que foi a atitude da instituição de informar a prefeitura sobre o surto que evitou que a contaminação se disseminasse. A diretoria ainda destacou que a fim de produzir contraprova realizou uma bateria de quatro exames em clínicas diferentes e nenhum dos laudos apontou qualquer ponto de contaminação na creche.
 

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