Na visita que fez ao governador Renato Casagrande (PSB), o ex-presidenciável Fernando Haddad (PT), que tem percorrido o Brasil com a caravana “Lula Livre” e agora com a defesa dos recursos para universidades e institutos federais, ouviu alguns conselhos na Residência Oficial (Resof).
“O PT tem uma visão muito crítica da política nacional e eu disse a ele (Haddad) que é importante que os partidos de centro-esquerda tenham proposições, que saiam da contestação e tenham proposição”, disse Casagrande.
Questionado sobre o papel que o PT e o PSB – Casagrande é secretário-geral do partido que tem caminhado para a oposição – têm desempenhado, o governador amenizou: “Acho que o PT e o PSB estão cumprindo o papel deles, que não é o meu papel enquanto governador. Meu papel é cuidar do Estado, cuidar da pauta federativa. É necessário que tenhamos relações com todas as forças políticas”, avaliou o governador.
O Governo, não!
Questionado se, assim como a Assembleia, iria entrar com alguma ação para garantir os investimentos para a Universidade e os institutos federais, o governador Renato Casagrande disse que não. “Os partidos já estão fazendo, a Assembleia, a bancada federal. Nós vamos aguardar na expectativa que o governo federal recue nessa ação e no decreto das armas”.
Seguro para obras
Projeto do deputado Lorenzo Pazolini cria um seguro para obras no Estado. A ideia é que uma seguradora, já contratada no ato da licitação, acompanhe o andamento da obra, fiscalize e preze pelo prazo de entrega. “É como um seguro de carro. A seguradora vai zelar pela obra e vai atrás de outra empresa se a licitada der problemas para não ter obra interminável”.
Mais povão!
O vereador de Anchieta Beto Caliman quer copiar o presidente Bolsonaro e acabar com “formalidades desnecessárias” na Câmara. Ele protocolou projeto de resolução que troca o “Vossa Excelência” por senhor e senhora, no trato aos colegas vereadores. Assessores dizem que é para atender o “povão”.
A resposta
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, Helder Salomão, protocolou, junto com Maria do Rosário e outros parlamentares, projeto de decreto legislativo para sustar o Decreto 9.785, do governo federal, que amplia e facilita o acesso a armas de fogo.
“Também estamos estudando entrar com ação no Supremo”, disse Helder, que na quinta-feira acompanhou Fernando Haddad em ato no Estado.
Câmara da Serra vai pagar a 25 vereadores?
É grande a pressão em cima do presidente da Câmara da Serra, Rodrigo Caldeira, para que dê posse ao suplente do vereador Nacib Haddad – que foi afastado do cargo pela Justiça. O suplente é Wanildo Sarnaglia e, se ele tomar posse, vai ser mais um salário que a Câmara terá de pagar. Além dos 23 vereadores, o Legislativo paga o salário da vereadora Neidia Pimentel, que está afastada, também por decisão judicial, há mais de um ano. O salário de cada vereador da Serra é de R$ 9.208,33.
GALERIA
Vida mansa
Em quase cinco meses de mandato, o governo federal já enfrentou algumas crises, mas nenhuma causada pela oposição. As bancadas de centro-esquerda parecem ainda não ter encontrado um norte para agir de forma conjunta e eficiente.
Alarga a tenda
O PRB convidou o vereador de Muqui José Marcos de Castro para se filiar ao partido e ser candidato a prefeito do município.
Mobilidade em pauta
O suplente de vereador Evandro Figueiredo solicitou à Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara de Vitória que faça audiência pública para debater a abertura das ruas de Jardim Camburi que dão acesso à Norte-Sul. Em enquete recente feita por Evandro, com quase 900 interações, a maioria votou por abrir as ruas para melhorar o trânsito no bairro.
