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Economia

Veja o que muda para se aposentar pelas novas regras

Apontada como “determinante” para a volta do crescimento do País, a reforma da Previdência ganhou novos contornos esta semana. Mas, afinal, como ...

Maria da Penha da Conceição, 60 anos, gostou das mudanças

Última atualização

Apontada como “determinante” para a volta do crescimento do País, a reforma da Previdência ganhou novos contornos esta semana. Mas, afinal, como ficam as regras da aposentadoria com o novo texto, após o relatório que alterou a proposta enviada pelo governo ao Congresso?

A reportagem fez um levantamento e ouviu especialistas no intuito de mostrar como fica a vida de profissionais que atuam em diferentes áreas. A nova versão, apresentada na quinta-feira, garante economia de R$ 913,4 bilhões em 10 anos, próxima da meta do governo, de R$ 1 trilhão. A versão anterior foi apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro.

O novo texto, do relator da proposta, deputado Samuel Moreira, mantém as idades mínimas de 65 anos para homens e 62 para mulheres, com regras de transição para quem está mais perto da aposentaria. O tempo mínimo de contribuição, hoje de 15 anos, subirá para 20 no caso dos homens, e será mantido em 15 para mulheres, conforme o texto apresentado.

O relatório da reforma também criou uma nova regra de transição para servidores públicos e trabalhadores do setor privado, que prevê um pedágio de 100% sobre o tempo que falta para a aposentadoria, combinado com o tempo de contribuição (35 anos para homens e 30 anos para mulheres).

Assim, quem estiver a três anos da aposentadoria na data da aprovação da reforma, por exemplo, terá de trabalhar mais seis anos.

A conselheira do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Jane Berwanger, afirmou que o novo texto tem aspectos positivos em relação à proposta anterior, como a retirada das mudanças nas aposentadorias rurais, na capitalização e no tempo de contribuição mínimo da mulher, reduzido de 20 para 15 anos. “Mesmo assim, ainda há pontos que preocupam e que deveriam ser melhorados.”

No contexto geral, o advogado previdenciarista Fabiano Cabral entende que a proposta do relator foi mais equilibrada para trabalhadores. “Entretanto, na minha avaliação, a reforma da Previdência deveria ser resolvida de uma única vez. Da forma como está, daqui a 10 anos vamos discutir novamente mudanças na Previdência.”

A advogada especialista em Direito Previdenciário Aline Simonelli Moreira afirmou que, apesar de algumas concessões feitas em relação à proposta original, como ausência de mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC), vê como retrocesso social a falta de regra de transição no cálculo da aposentadoria.
“Não irá desconsiderar os 20% menores salários de contribuição do cálculo da média dos benefícios previdenciários”, criticou.

“Essas mudanças foram muito boMaria da Penha da Conceição, 60 anos, gostou das mudanças  (Foto: Leone Iglesias/AT)as”
Maria da Penha da Conceição, 60 anos, atuava como auxiliar de serviços gerais, com 15 anos de contribuição e, por problemas pessoais, foi demitida e hoje está desempregada.
No entanto, com as mudanças previstas no relatório da proposta da reforma da Previdência, ela só precisaria completar a idade mínima (62 anos para mulheres) para ter direito de entrar com o pedido de aposentadoria.
“Essa mudança (tempo mínimo de serviço de 15 anos para mulheres) é muito boa. Como está difícil arranjar um emprego agora, não precisaria de mais tempo de serviço para conseguir me aposentar”, afirmou Maria da Penha.

Confira as mudanças:

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