
O atirador é DeWayne Craddock, 40, engenheiro e funcionário municipal de Virginia Beach, cidade de 450 mil habitantes situada a 300 km de Washington. Craddock trabalhou para o departamento de utilidade pública da cidade por cerca de 15 anos, afirmou o chefe de polícia James Cervera. Ele foi descrito como uma pessoa “descontente”.
Segundo as autoridades, Craddock estava fortemente armado durante o ataque, e outras armas foram encontradas em seu domicílio. A polícia não revelou sua motivação, alegando que a investigação ainda está em curso.
Cervera disse que o atirador “abriu fogo imediatamente e indiscriminadamente” contra funcionários dentro de um dos prédios assim que entrou no local, por volta das 16h locais (17h em Brasília). “O suspeito atingiu um policial. Os policiais responderam com tiros. O suspeito morreu”, afirmou.
A polícia não deixou claro se o atirador tirou a própria vida ou se foi morto na troca de tiros. A arma usada, disse o chefe de polícia, foi uma pistola calibre 45. As 12 vítimas foram identificadas por Cevera durante conferência à imprensa neste sábado (1º). Entre elas estão sete homens e cinco mulheres, 11 deles funcionários do município há até 41 anos. A maioria era colega de trabalho de Craddock.
Seus nomes também foram divulgados: Laquita C. Brown, Tara Welch Gallaghe, Mary Louise Gayle, Alexander Mikhail Gusev, Katherine A. Nixon, Richard H. Nettleton, Christopher Kelly Rapp, Ryan Keith Cox, Joshua A. Hardy, Robert “Bobby” Williams, Michelle “Missy” Langer e Herbert “Bert” Snellin.
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Quatro funcionários feridos no tiroteio ainda estão sendo tratados em hospitais locais. Eles incluem um policial cuja vida foi salva por seu colete balístico, disse Cervera. O ataque ocorreu no Edifício nº 2 do Centro Municipal Virginia Beach, um complexo de escritórios e agências municipais, incluindo o Departamento de Polícia. No Edifício nº 2 ficam os departamentos de planejamento e de obras públicas.
Uma testemunha disse a uma afiliada do canal de TV NBC que os funcionários estavam trabalhando quando começaram a ouvir os tiros e que fizeram uma barricada nos escritórios com mesas.
O incidente deve ser o mais letal ato de violência com armas em um local de trabalho nos EUA desde fevereiro, quando um funcionário de uma fábrica matou cinco colegas a tiros em Aurora, no estado de Illinois, logo após ser demitido.
Segundo a Casa Branca, o presidente Donald Trump está acompanhando a situação.