Já parou para pensar em como seria viver mais de 100 anos? Um morador do bairro Feu Rosa, na Serra, mostra que chegar aos 100 anos é para poucos e comemorar o 106º aniversário vai ser mais um momento inesquecível. Para ele, tudo isso é resultado de muito trabalho.
O idoso centenário se chama Olímpio Gonçalves. Ele nasceu no dia 13 de junho de 1913, em Campos Chagas, Minas Gerais, mas é capixaba de coração há mais de 50 anos e está na contagem regressiva para chegar aos 106 anos, na próxima quinta-feira (13).
“O trabalho e a alegria me fizeram chegar aos 106 anos. Chego nesta idade querendo viver ainda mais, se Deus permitir”, afirmou. Olímpio tem uma família enorme: 14 filhos, 20 netos e 12 bisnetos. O segredo da longevidade? Olímpio explica com bom humor e sem pensar duas vezes: muito trabalho.
“Cheguei a ser madeireiro, vaqueiro, gerente de fazenda, vigilante. Cheguei até a capinar lotes, quintais e buscava madeira para fazer o cabo da enxada, machado, martelo. Só parei de trabalhar há dois anos quando a catarata me pegou e não enxergo bem, mas tenho disposição de sobra”, disse Olímpio.
Disposição que dá muito orgulho à sua família. Sua filha, a dona de casa, Luzenir de Aquino Gonçalves, 46, se emociona ao falar do pai. “Poucas pessoas têm a oportunidade de viver tanto tempo com os pais. Ele é um super-homem, sempre fez muito para todos. Sua saúde então é de ferro”, explicou.
De acordo com Luzenir, Olímpio é muito saudável, independente e mora com a mulher, Elza Gonçalves, de 81 anos.“Ele ama tocar violão, vai à padaria, supermercado, farmácia, sempre tenta fazer algo”, disse.
As mesmas mãos que uma vez colhiam café até hoje gosta é de dedilhar cordas de violão.
“O meu sonho mesmo é comprar uma viola. Toco cavaco, violão e até guitarra. Eu cheguei a tocar a noite inteira até o amanhecer no forró”, contou, feliz.
Confira a entrevista completa no jornal A Tribuna deste sábado (8)*
