De forma agressiva e usando uma camisa para esconder o rosto, um assaltante invadiu uma farmácia, fez três funcionárias reféns e foi atropelado por um carro quando tentava fugir, na manhã dessa terça-feira (25), em Bento Ferreira, Vitória. Wanderson Batista Fiuza da Silva, de 39 anos, foi preso por guardas municipais.
A farmácia ainda estava fechada quando o criminoso entrou, por volta de 6h30. No local, estavam uma auxiliar de serviços gerais de 45 anos, uma farmacêutica e uma atendente.
A auxiliar de serviços gerais, que não quis se identificar, contou que foi agredida com socos e tapas pelo criminoso. Ela acreditava que o assaltante estivesse armado e disse que teve medo de ser morta.
A Tribuna – Como aconteceu o assalto?
Auxiliar de serviços gerais – Eu tinha acabado de chegar e fui à cozinha. As outras duas funcionárias estavam na parte do balcão. Nisso, ele entrou com uma camisa enrolada no rosto e falou que estava armado e que tinha um cúmplice esperando por ele do lado de fora. Ele pegou nossos pertences, mas não conseguiu pegar nada da farmácia. Eu consegui esconder meu celular.
Como a senhora escondeu?
Joguei atrás da geladeira assim que percebi ele entrando. Ele não me viu escondendo o celular, mas falou que, se eu tivesse chamado a polícia, iria me matar. Eu pensei que fosse morrer, senti medo.
O que ele queria?
A chave do cofre da farmácia, mas nós não temos chave nenhuma. Ele falava que ia nos matar. Durante todo o tempo ele nos ameaçou e foi muito agressivo.
Quando ele te agrediu?
Depois que nós falamos que não tínhamos a chave do cofre. Ele me deu socos fortes nas costas e tapas também. Me senti humilhada, revoltada e com medo.
Ele trancou vocês?
Ele ordenou que a gente entrasse na sala e nós nos trancamos. Só saímos quando percebemos que os guardas tinham chegado.
Como a senhora está agora?
Muito abalada e com medo. Mexeu com o meu psicológico.
Por que ele lhe bateu?
Ele achava que eu tinha chamado a polícia. Mas eu não chamei.
