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Cidades

Justiça condena supermercado a pagar R$ 30 mil a empregada obrigada a rebolar

A WMS Supermercados do Brasil, da rede Walmart, foi condenada a pagar R$ 30 mil a uma vendedora que teria sido obrigada a entoar gritos de guerra e ...

Última atualização

A WMS Supermercados do Brasil, da rede Walmart, foi condenada a pagar R$ 30 mil a uma vendedora que teria sido obrigada a entoar gritos de guerra e rebolar na frente dos colegas. De acordo com a vendedora, chefes de cada setor chamavam os empregados para a atividade e quem não comparecia entrava para uma lista de advertência. Os funcionários tinham de soletrar “titãs” e quando falavam o “til” precisavam rebolar.

A prática teria ocorrido por seis anos, enquanto ela trabalhou na loja de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

“A nossa visão é que era um constrangimento à moral”, defendeu o advogado da funcionária, Diego Leopoldino de Souza. Se o chefe não aprovasse o rebolado, o movimento era repetido. Um segurança da empresa depôs como testemunha e confirmou os relatos.

No processo, a companhia alega que não obriga seus empregados a cantar, bater palmas ou rebolar, e que realizava reuniões chamadas “Mondays”, quando era entoado o “Walmart Cheer”, sem qualquer objetivo de humilhar os funcionários.

Procurado, o Walmart informou que até junho do ano passado, quando 80% da empresa no país foram vendidos, a empresa tinha um grito de guerra (prática comum nos EUA). Após a venda, o Walmart afirma que a prática foi abolida.

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