O senador Marcos do Val (PPS-ES) postou em sua página oficial do Instagram um vídeo em que explica o motivo pelo qual o Senado Federal contratou Brunella Poltronieri Miguez, sua atual namorada. Ele justifica: o currículo da advogada.
Contratada pelo senador como assessora parlamentar de seu gabioente em Brasília, ela foi exonerada no dia 24 de abril e no dia 14 de maio recontratada com um cargo na Diretoria-geral do Senado, com consultora legislativa, com salário maior ao do que recebia quando era assessora. Os rendimentos passaram de aproximadamente R$ 8 mil para R$ 10.805,49, segundo informações do site Metrópoles.
No vídeo, ele justifica: “A Brunella é formada em Direito, se especializou em Direito Penal e tem mestrado em Políticas Públicas. É claro que, com este currículo, o próprio senado federal a absorveu, colocando-a numa área que estava demandando de profissional com esta expecialidade”.
Confira o depoimento na íntegra:
“Estou aqui gravando este vídeo para dizer que a imprensa vem me atacando de forma sensacionalista e creio que o motivo seja a minha defesa em relação ao Decreto da Armas ou ao Pacote Anticrime, além do meu crescimento político, é claro, sem entrar neste velho jogo.
Comecei a me relacionar com esta pessoa faz apenas um mês e mesmo buscando com a consultoria do Senado se haveria alguma ilegalidade ou imoralidade, recebendo a resposta deles que “não”, tomei mesmo assim a decisão de exonerá-la do meu gabinete. A Brunella é formada em Direito, se especializou em Direito Penal e tem mestrado em políticas públicas. É claro que, com este currículo, o próprio senado federal a absorveu, colocando-a numa área que estava demandando de profissional com esta especialidade. Assim, não se deixem levar por matérias tendenciosas e sites que gostam de fofocas. Continuarei firme, mesmo diante de ataques”.
Segundo o site Metrópoles, o senador explicou que a relação entre eles era puramente profissional no momento da contratação da servidora. “Quando comecei a despertar o interesse por ela, entrei em conflito comigo. Não sabia o que era ilegal ou imoral”, afirma o parlamentar.
“Eu fiquei pisando em ovos, até que eu pedi permissão ao pai dela para namorá-la. Ele falou que podia, mas me disse que não seria legal a gente trabalhar junto”, contou Do Val à reportagem. No entanto, para que Brunella não ficasse desamparada, o senador conversou com “amigos do Senado” e conseguiu realocá-la. “Me disseram que, se ela fosse competente e tivesse um bom currículo, avisariam de vagas. E foi o que aconteceu”.
Desde o dia 14 de maio, a advogada trabalha na Diretoria-Geral do Senado. Antes de conhecer e trbalhar com do Val, ela trabalhava no Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Espírito Santo (Ipem-ES), com um salário de R$ 2.300.
Confira o vídeo: