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Doenças de inverno lotam consultórios

A chegada do inverno é marcada pelas quedas nas temperaturas e pelos dias mais curtos, mas também pelo aumento de doenças comuns à estação, como ...

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A chegada do inverno é marcada pelas quedas nas temperaturas e pelos dias mais curtos, mas também pelo aumento de doenças comuns à estação, como rinite, asma e bronquite, por exemplo.

De acordo com médicos alergistas, a mudança no tempo já refletiu no volume de atendimento nos consultórios: um aumento de 30% no número de pacientes que buscam ajuda médica para essas doenças.

 (Foto: Leone Iglesias/AT)Casa sempre limpa e sem pelúcias
A confeiteira Karina Prado, 31 anos, de Jardim da Penha, Vitória, sabe bem como evitar que as doenças do inverno cheguem até a casa dela. A filha, Maria Luiza Prado e Silva, de 11 anos, tem asma e segue à risca o que deve ou não fazer para evitar as crises.

“Minha filha fica longe das pelúcias e evita atividades físicas muito exaustivas. Eu mantenho a casa sempre limpa e recorro à bombinha e nebulização quando os sintomas aparecem”, apontou.
Karine contou que é só o tempo virar que a asma da Maria Luiza ataca. “Quando as crises vêm mais fortes, a gente corre para o PA”, disse.

De acordo com a médica clínica-geral, alergista e imunologista Milena Piana, os pacientes que sofrem com doenças alérgicas e crônicas ficam mais propensos às crises por diversos fatores, entre eles a qualidade do ar.

“O ar mais seco nesta época do ano, aliado à poluição, agrava os sintomas dos pacientes. É nestas épocas que é mais comum também que gripes, viroses e até meningites apareçam com mais frequência”, observou.

O cirurgião torácico e coordenador médico das unidades próprias da Samp, Luziélio Filho, dá orientações para minimizar os efeitos da doença, como deixar a casa sempre limpa.

“Manter a casa arejada e limpa, lavar e secar as roupas de frio e cobertores e procurar um médico assim que aparecerem os sintomas”.

Luziélio recomendou que os pacientes não tomem medicamentos sem orientação médica.

“As doenças de inverno podem ser contagiosas e graves. Há casos em que o paciente precisa ficar internado e isolado de contato com outras pessoas. O uso compartilhado de nebulizador, por exemplo, pode desencadear uma contaminação”, ponderou.

O médico alergista e membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) Clóvis Eduardo Santos Galvão explicou que as alergias são heranças genéticas, ou seja, se os pais sofrem de rinite, possivelmente os filhos também vão sofrer.

“No geral, as alergias se manifestam já nas crianças. Nesse caso, é preciso buscar um profissional para dar o diagnóstico e iniciar o tratamento. A asma pode até matar, e é fundamental que o tratamento seja adequado”, alertou o médico.

A pediatra especialista em alergia e imunologia Maria José Bernardo recomenda que os alérgicos recorram à vacina para prevenir a ocorrência de crises.

 (Foto: Jornal A Tribuna)


COMO EVITAR AS CRISES

– Manter as janelas abertas.
– Evitar ambientes fechados e onde há fumantes.
– Os móveis devem ser simples, de fácil limpeza.
– Os travesseiros devem ser de espuma inteiriça e não em flocos.
– Colchões e travesseiros devem ser encapados com material contra ácaros.
– Cobertores e malhas de lã devem ser evitados.
– A limpeza da casa, principalmente dos quartos, deve ser feita diariamente com água e sabão e com produtos de limpeza adequados.
– Evitar produtos com odor ativo, como os derivados de amoníaco.
– Tapetes, carpetes, cortinas e bichos de pelúcia devem ser evitados.
– Lavar as mãos com frequência e evitar seu contato com os olhos, o nariz e a boca.
– Deixar uma bacia com água no quarto de dormir nos dias de baixa umidade do ar.
– Nas mudanças bruscas de temperatura, evitar bebidas geladas e exposição ao vento frio. Evitar também ficar em ambientes com ar-condicionado.
– Evitar exercícios físicos rígidos.
– Beber bastante líquido e manter uma alimentação equilibrada.
– As crianças, principalmente, devem evitar friagens após o banho quente.
– Manter o calendário de vacinas das crianças em dia.
evitar ambientes fechados que possuem aglomeração de pessoas.
– Fazer uso de tratamento preventivo, com remédios antialérgicos ou o tratamento de imunização, como as vacinas.
– Em caso de crise, a recomendação é que o paciente seja submetido ao acompanhamento do médico.

Fontes: Asbai e Pesquisa AT.

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