“No Pronto Atendimento de Alto Laje, o atendimento está muito ruim. Eles não dão preferência de atendimento aos idosos e gestantes. Priorizam os mais jovens, o que é totalmente, contrário à legislação”, denuncia o aposentado João Batista Melo Vitorazzi, que reside no bairro Jardim América, em Cariacica.
Segundo ele, outro problema é a infraestrutura, que é caótica.
“O espaço é pequeno, não há cadeiras para todos na recepção e, na área interna os pacientes ficam sentados no chão à espera de atendimento, pois não há macas nem cadeiras para todos”.
João relata que no dia 30 de maio chegou ao local às 11 horas e só saiu de lá às 19h30. A médica pediu um raio-x e prescreveu medicação venosa e nebulização, que demorou a ser feita, porque só havia uma pessoa para atender a quatro salas.

A Secretaria de Saúde de Cariacica informa que as cadeiras foram trocadas no mês de março, mas houve atos de vandalismo. No PA de Alto Lage, ao todo, são 43 clínicos e 27 pediatras. Dos convocados no último processo seletivo, 14 se apresentaram e, desses, três são pediatras.
Esclarece que desde o dia 22 de junho a unidade passou a adotar a classificação de risco, de acordo com o protocolo de Manchester, que é mundial.
Assim, a pulseira vermelha requer atendimento imediato e sem espera; a laranja, é muito urgente, com atendimento em no máximo 10 minutos; o amarelo é urgente, mas não considerado emergência, com espera de até 50 minutos; o verde é pouco urgente, com previsão de 120 minutos e o azul não é urgente e a espera pode ser de até 240 minutos.
