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Economia

Impressoras 3D vão construir casas em dois dias

Imagine ver casas serem construídas por impressoras 3D, em apenas dois dias. Parece futurista, mas já é realidade em diversos países, como Holanda, ...

Projeção mostra condomínio de casas sendo construído com o uso de impressora 3D: obra mais rápida e precisa.

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Projeção mostra condomínio de casas sendo construído com o uso de impressora 3D: obra mais rápida e precisa. (Foto: Icon/Divulgação)

Imagine ver casas serem construídas por impressoras 3D, em apenas dois dias. Parece futurista, mas já é realidade em diversos países, como Holanda, China, EUA e Itália. E a previsão é que essa técnica chegue ao Espírito Santo em até 10 anos, prazo que pode ser antecipado, com interesse da indústria e investimentos em tecnologia.

A ferramenta já está presente no Brasil. Em Brasília, a startup InovaHouse3D está prestes a fazer sua primeira edificação usando uma impressora 3D de 4,5 metros de altura, com uma mesa de impressão de 10×10 metros.

Apesar de a palavra “impressão” trazer à mente papel e tinta, no caso da construção, geralmente o principal material usado é o cimento.

“A impressora constrói as bordas da parede e dentro fica oco. Posteriormente, ocorre o preenchimento com concreto, para dar força e resistência”, explicou Júlia de Almeida Martinelli, fundadora e presidente da empresa.

A impressora começou a ser desenvolvida em 2016 e foi concluída no fim de 2017: “Nossa primeira edificação será feita no segundo semestre deste ano. É uma casa de 56 metros quadrados”.

O uso de impressora 3D na construção civil hoje tem mais aplicação no levantamento de paredes, processo que deve durar um dia. A conclusão da casa é prevista para um total de 15 dias. “Quanto mais a tecnologia se desenvolver, mais rápida e precisa a obra fica. Em cinco anos, vamos ter um uso extensivo de impressão 3D na obra. Tudo digitalizado e automatizado”, frisou.

No Estado, já há um protótipo, em tamanho reduzido, de impressora 3D para a construção civil. O responsável é Bruno Massara, doutor em Design e Arquitetura e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O protótipo já foi usado para construir um abrigo em miniatura, para proteger vítimas de quedas de barragens.

Rocha frisou vantagens, como redução do desperdício e do tempo de obra, mas lembrou que menos empregos serão criados. Para o vice-presidente da Federação das Indústrias (Findes), José Carlos Bergamin, o mercado de trabalho vai se remodelar. “Vamos trabalhar menos e de forma mais útil”.

 (Imagem: A Tribuna)

A reportagem completa foi publicada na edição deste domingo (9) do jornal A Tribuna.

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