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Polícia

Passageiros são agredidos com coronhadas durante assalto a ônibus

Agressivos, armados e com pressa. Foi assim que dois criminosos renderam e assaltaram passageiros de um Transcol, na noite de quarta-feira (5), na ...

Estudante ainda estava pagando o celular que foi roubado

Última atualização

Agressivos, armados e com pressa. Foi assim que dois criminosos renderam e assaltaram passageiros de um Transcol, na noite de quarta-feira (5), na BR-101, na Serra. Além de roubar celulares e outros pertences, os criminosos agrediram as vítimas com coronhadas. Cerca de 10 pessoas foram roubadas dentro do ônibus.

De acordo com informações de uma estudante, de 20 anos, que pediu para não ser identificada, o assalto ocorreu por volta de 23 horas, na altura do bairro Barro Branco. Ela afirmou que o ônibus fazia a linha 828 (Terminal de Laranjeiras / São Marcos) e que os bandidos estavam mais agressivos e nervosos com as mulheres.

“Eles embarcaram no terminal e se sentaram no meio do ônibus. Eu estava sentada logo atrás do cobrador. Tinha acabado de sair do meu curso e estava indo para casa. No ônibus havia cerca de 20 pessoas e os criminosos não fizeram nada até chegar em Barro Branco”, disse a vítima.

Estudante ainda estava pagando o celular que foi roubado (Foto: Simony Giuberti)

Ela revelou que acabou pegando no sono durante a viagem e que foi acordada por um dos criminosos com coronhadas no ombro. “Eles anunciaram o assalto e um ficou mais na parte de trás do ônibus. O outro ficou perto do cobrador. Eu estava dormindo e fui acordada com as coronhadas no meu ombro”, revelou a vítima.

Um dos assaltantes ordenou que ela entregasse o celular. “Eu não queria entregar e fingi que não tinha ouvido nada. Mas ele mais uma vez me agrediu e eu fiquei com medo. Acabei entregando o meu aparelho, que ainda estou pagando. Eles estavam nervosos”, disse.

A estudante revelou que outros passageiros também foram agredidos pelos bandidos. “Eles davam coronhadas em quem demorava a entregar o celular. Foi um momento de muito pavor. Um eu tive certeza que estava armado, o outro eu não consegui ver. Na hora não dava nem para acreditar que aquilo estava acontecendo”.

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