A manhã de 1º de julho de 1994 foi marcada por um incêndio de grande proporção que começou em uma distribuidora de fogos de artifício, no Mercado da Vila Rubim, em Vitória. Na ocasião, quatro pessoas morreram, 26 ficaram feridas e 46 lojas foram totalmente destruídas pelas chamas.
A causa do incêndio foi o armazenamento irregular de fogos de artifício no depósito da loja. Uma grande explosão do material inflamável pode ser ouvida no entorno do mercado, causando ainda mais pânico aos moradores e comerciantes. Parte do Mercado desmoronou, depois de ter sido tomada pelo fogo.

A dona de casa Ieda Célia Guedes, de 55 anos, se emociona ao lembrar do desespero que passou ao lado da filha, de 11 meses, e o sobrinho, de 4 anos na época.
“Eu morava no prédio ao lado do Mercado. Estava com minha bebê e preparando meu sobrinho para ir para a escola. De repente ouvi uma explosão enorme, a porta da minha cozinha bateu forte depois desse estrondo. Achei que um avião tivesse caído. Fui até a janela e já vi a fumaça preta em cima do Mercado. Foi horrível. Peguei as crianças e desci três andares de escada, correndo. Quando cheguei lá embaixo, vi carros pegando fogo e as pessoas desesperadas, correndo. Por anos eu fiquei sem poder ouvir fogos de artífico, de tanto medo”, contou.
O incêndio foi considerado o maior e mais trágico da capital capixaba.


