“Eu ainda tentei ter esperança de que minha filha não tinha feito isso, mas fez. Estou péssima. Minhas netas choram muito. Não sei o que aconteceu com a minha filha mas, de uns tempos para cá, ela estava meio fria, estranha”, relata a costureira de 58 anos, mãe da suspeita de dopar uma adolescente de 14 anos para o marido estuprá-la.
A adolescente foi estuprada enquanto visitava duas amigas de escola e os suspeitos do crime são os próprios anfitriões da casa, pais das duas meninas. De acordo com a polícia, os dois teriam combinado de dopar a vítima antes de cometerem o crime.
Segundo informações da polícia divulgadas, a vítima dormiu na residência na última terça-feira (24), após ter passado o dia estudando e brincando com as outras meninas. A menina acabou dormindo no local por conta do horário e da dificuldade em encontrar condução para voltar pra casa. O crime aconteceu em Jardim Rio Branco, São Vicente, no litoral de São Paulo.
De acordo com informações do G1 Santos, a costureia soube do crime por meio das netas, que a procuraram desesperadas sem saber o que fazer para ajudar a colega.

“Ela [vítima] estava desorientada, não queria falar com a mãe, estava assustada e com medo. Ninguém esperava isso deles. Minhas netas estão sem chão, muito tristes. Uma delas é a melhor amiga da vítima”, acrescentou a mãe da suspeita, ao G1.
Em depoimento, o homem admitiu que tinha comprado o medicamento utilizado para drogar a vítima. Ele também afirmou que havia combinado com a mulher que ela desse o líquido, possibilitando que ele cometesse o ato.
A mulher também confessou que planejou a ação desde o início. Conversas entre os dois suspeitos, via WhatsApp, comprovaram a participação de ambos no crime.
O crime foi registrado na Delegacia Sede de São Vicente. Ambos foram presos em flagrante e devem responder por estupro de vulnerável.
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