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Estado tem 34 separações de casais todos os dias

No Espírito Santo, 34 casais se divorciaram por dia entre janeiro e julho deste ano. Os dados são do Sindicato dos Notários e Registradores do Estado ...

A advogada Reichiele Vervloet afirmou que muitas pessoas não têm certeza ao assumirem um casamento

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A advogada Reichiele Vervloet afirmou que muitas pessoas  não têm certeza ao assumirem um casamento (Foto: Beto Morais/AT)

No Espírito Santo, 34 casais se divorciaram por dia entre janeiro e julho deste ano. Os dados são do Sindicato dos Notários e Registradores do Estado do Espírito Santo (Sinoreg-ES). Ao todo foram realizadas 7.314 separações no período.

Somente na Grande Vitória, foram 3.429 divórcios. Maio e julho foram os meses com mais registros, 1.192 e 1.151, respectivamente.

Em 2015 foram registrados 12.423 rompimentos. Em 2016 foram 12.710 e em 2017 foram 12.962. No ano passado, o número total de divórcios no Estado aumentou para 13.368.

De acordo com Caio Ivanov, advogado e assessor jurídico do Sinoreg-ES, um dos motivos que justificam esse número é a possibilidade do divórcio ser feito em cartório. Neste caso, o divórcio é chamado de extrajudicial.

“Hoje há a facilidade de se divorciar no cartório. Antes da Lei do Divórcio (11.441/2007) as pessoas só podiam se separar pelas vias jurídicas, o que poderia ser mais caro e demorava mais”, afirmou.

O divórcio no cartório tem algumas exigências. “Ambas as partes devem estar em acordo. É necessário um advogado, podendo ser o mesmo para o casal. Tem que apresentar identificação civil, certidão de casamento e documentos de aquisição de bens”, explicou.

Se o casal tiver filhos menores, o cartório só realiza o divórcio se já houver a sentença que instituiu os quesitos de alimentação, guarda, pensão.

A Defensoria Pública do Estado faz o divórcio de forma gratuita. De acordo com Priscila Libório, defensora pública e titular da Vara de Família de Vitória, o tempo do processo depende de como será feita a separação.
“Se for consensual, sem filhos, são seis meses no mínimo. Já se envolver partilha de bens ou filhos demora no mínimo um ano”, explicou.

A advogada e professora universitária, Reichiele Vervloet, afirmou que atualmente as pessoas não têm certeza ao assumirem um casamento. “Os relacionamentos hoje são muito instáveis. Casamentos que duram mais do que 20, 30 anos, são raridades”, disse.

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