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Rios que abastecem Grande Vitória chegam a nível crítico e preocupa Governo

O período de seca que atinge o Espírito Santo fez cair o nível dos rios que abastecem a Grande Vitória, deixando a vazão de água no estágio ...

Dique do Rio Jucu, em Vila Velha: a população abastecida pelo rio vem aumentando, enquanto o nível da bacia está diminuindo a cada ano

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Dique do Rio Jucu, em Vila Velha: a população abastecida pelo rio vem aumentando, enquanto o nível da bacia está diminuindo a cada ano (Foto:  Leone Iglesias/AT)

O período de seca que atinge o Espírito Santo fez cair o nível dos rios que abastecem a Grande Vitória, deixando a vazão de água no estágio considerado crítico.

Por conta da falta de chuva, a vazão do rio Santa Maria atingiu a marca de 2,8 mil litros por segundo, de acordo com a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh). A média histórica para o mês – que indica a normalidade – é de 7,5 mil litros por segundo. Já a vazão do Rio Jucu chegou a 6,5 mil litros por segundo esta semana.

Juntos, os dois rios são responsáveis por abastecer cerca de 1,5 milhão de moradores nos municípios de Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica e Viana.

“É preocupante. Estamos na fase mais aguda da estiagem, por isso temos que acompanhar essa situação diariamente”, afirmou o diretor-presidente da Agerh, Fábio Ahnert.

Segundo Ahnert, a chuva no Estado tem caído em menor quantidade há cinco anos, principalmente por conta das mudanças climáticas.

“A dinâmica de chuva passa por um processo de anomalia, como consequência direta do processo de mudança global no clima”, ressaltou o diretor-presidente da Agerh.

Já o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Jucu, José Dalton Resende, ressalta que a população abastecida pelo rio vem aumentado, enquanto o nível da bacia vem reduzindo. “A demanda aumenta a cada ano. Vai chegar a um ponto em que não terá mais água”, afirmou.

Rodízio

Apesar da situação crítica dos rios, a Agerh descarta, neste momento, a possibilidade de rodízio de água na Grande Vitória, como aconteceu em 2016, durante a pior crise hídrica dos últimos 80 anos.

“São rios sensíveis à chuva, onde o nível varia rapidamente. Em qualquer ocorrência de chuva, mesmo que pequena, eles podem ganhar volume”, afirmou Ahnert.

Além disso, o diretor-presidente da Agerh ressaltou que o rio Santa Maria possui um reservatório para a geração de energia elétrica que pode ser utilizado em caso de necessidade. “Já estamos articulando com a EDP para que haja uma liberação maior de água se houver algum risco no abastecimento da população”, disse.

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