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Capitão Assumção critica juíza na tribuna da Assembleia

O deputado estadual Capitão Assumção (PSL) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (Ales), na tarde desta segunda-feira (30), para ...

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O deputado estadual Capitão Assumção (PSL) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (Ales), na tarde desta segunda-feira (30), para criticar a juíza Gisele Souza de Oliveira, que assinou a sentença condenando o parlamentar por vários crimes cometidos durante a greve da Polícia Militar, em fevereiro de 2017. No discurso, Assumção chama a magistrada de “incompetente”, “marionete” e alega que a determinação é “ridícula” e “falaciosa”.

O deputado começou a fala, que durou cerca de 20 minutos, retomando que foi considerado pela juíza como o idealizador e articulador da greve.

“Fato este que, se fosse verdade, eu me sentiria orgulhoso, porque defendi e defendo a categoria desde o tempo em que eu era aluno-soldado. A culpa que eu tenho é de ter lutado contra essas severas injustiças da categoria”, ressaltou.

 (Foto: Reprodução / Ales)

Ele também lembrou que ficou preso por 10 meses durante a greve. “Mais tempo preso do que os irresponsáveis que mataram aquele casal na Terceira Ponte, e que já estão nas ruas”, declarou Assumção.

“Aqui, o couro é grosso! É preciso mais do que meia dúzia de palavras no papel para me tirar o ânimo. São palavras vãs, as que estão naquela letra da juíza, para forçar um juízo de culpa sobre a minha conduta, como se a minha conduta tivesse sido responsável por deflagrar o movimento”.

Para justificar que não foi o idealizador da greve, o deputado discorreu sobre o início dela. De acordo com ele, a juíza determinou que o início do movimento teria se dado no dia 4 de fevereiro, dia em que o deputado publicou um vídeo nas redes sociais.

Ele resgatou, então, um documento da Polícia Militar, que, segundo Assumção, funcionou como um “diário de bordo” do movimento.

“No documento oficial, assinado pelo comandante, ele diz que o movimento começou no dia 3 de fevereiro de 2017, sexta-feira, na unidade da PM do bairro Feu Rosa, na Serra. Eu, na sexta, sequer sabia do que estava acontecendo. Meu Facebook está aberto até hoje. Se eu deletei alguma coisa, peçam uma cópia ao dono do Facebook para comprovar”, frisou o parlamentar.

Leia mais: Assumção tem 10 dias para se defender na Corregedoria

“Minha condenação, portanto, está baseada nessa mentira que acabo de desmascarar. Decisão, sentença falaciosa”, destacou.

Assumção disse ainda que a juíza estaria tentando “trocar de lugar” com o juiz da Vara Militar e que, por isso, ela não teria competência para julgar o parlamentar.

“Ela está agindo de forma incompetente, porque ela não pode legislar sobre coisa militar. Tenho certeza que o Tribunal vai rever isso. Doutora, a senhora não vai ter os holofotes, não terá a atenção voltada para você, como se fosse a vingadora da sociedade”, afirmou o deputado.

Recompensa 

Ele ainda afirmou que o processo foi acelerado depois que ele, também na tribuna da Ales, ofereceu R$ 10 mil para quem matasse um suspeito de assassinato. “Depois que eu mostrei que bandido bom é bandido morto, as coisas aceleraram. Isso é o grande mistério. Quem é o titeriteiro que movimenta essa ilustre títere (marionete)?”, questionou.

“Não adianta fazer campanha contra mim, utilizando uma sentença ridícula que nem essa, para me calar.”

A reportagem procurou a assessoria do Tribunal de Justiça (TJ) para comentar sobre as declarações do deputado, mas, até a publicação desta matéria, o órgão ainda não tinha respondido a demanda.

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