Por cerca de uma hora, ela foi espancada e torturada dentro de um apartamento, no Centro de Vitória. O drama foi vivido por uma atendente de lanchonete, de 24 anos, na madrugada de domingo (17). Ela acusa o namorado, de 26 anos, e afirmou que as discussões começaram após o rapaz sentir uma crise de ciúmes em uma boate.
A vítima, que pediu para não ter a identidade revelada, afirmou que as agressões começaram por volta de 5h30. Ela destacou que ela e o namorado passaram a noite em uma casa de shows, no bairro Santa Luíza, na capital. Assim que chegaram no apartamento do namorado, os dois começaram a brigar. A vítima foi acusada de traição.
“Ele falou que na boate, eu ficava olhando para outros homens e que tinha o traído. Ele teve uma crise de ciúmes, mas não fez nada na casa de shows. Quando chegamos no apartamento dele, ele me trancou dentro de um quarto e começou a me agredir”, relatou a atendente.
Ela disse que o namorado bateu a cabeça dela na parede. “Depois ele me deu uma gravata e me deixou sem ar. Eu perdi a consciência, desmaiei. Quando acordei, pedi que ele me deixasse ir embora, falei que não iria chamar a polícia. Ele não me deixou ir, então eu cheguei perto da janela para pedir ajuda a alguém”, recordou.
Foi quando o namorado a arrastou. “Passou a me dar socos no estômago e me deu mais um golpe, fazendo com que eu desmaiasse mais uma vez. Eu acordei depois de um tempo e tentei correr para a porta. Nisso ele me arrastou novamente e me agrediu. Foi uma sessão de tortura, ele puxava meus cabelos, tentava me enforcar. Toda essa agressão durou cerca de uma hora”, disse a vítima.
A atendente relatou que continuou pedindo socorro e que uma vizinha do namorado gritou avisando que tinha chamado a polícia. “Foi nesse momento que ele me largou e sumiu. Eu consegui correr, saí da casa e fui para as escadas. Essa vizinha me ajudou e logo em seguida a Polícia Militar chegou. Mas ele já tinha desaparecido”.
A vítima foi levada ao Plantão Especializado da Mulher, na Ilha da Santa Maria, em Vitória, e registrou a ocorrência. “Ele só não me matou porque a polícia foi acionada. Estávamos juntos há dois meses e não quero mais saber dele. Quero distância. Enquanto eu estava na delegacia, um amigo dele ligou para me ameaçar e os policiais viram. Estou com muito medo”, revelou a atendente.
