A população de Linhares, no Norte do Estado, iniciou um movimento nas redes sociais e já se mobiliza para a realização de um ato de protesto na Câmara de Vereadores, previsto para próxima segunda-feira (18), durante a sessão.
O movimento visa repudiar a decisão dos vereadores de aumentar o número de vagas de 13 para 17, além de reajustar em 78% os salários, elevando dos atuais R$ 6,1 mil para R$ 10,9 mil na próxima legislatura (2021-2024).
O assunto tomou conta da cidade e, por meio das redes sociais, o Movimento Brasil Livre (MBL) vem criticando os projetos aprovados recentemente, “que demonstram a falta de moralidade e de sintonia entre a atual Mesa Diretora, demais parlamentares e a opinião pública”.
Na sessão do último dia 11, quando os vereadores decidiram pelo aumento, houve 11 votos favoráveis, sendo que um voto contra e um vereador não estava presente na sessão. O reajuste representa gastos de R$ 185 mil por mês, e de mais de R$ 2 milhões na folha de pagamento anual da Câmara.
Para vigorar, a lei precisa ser sancionada pelo prefeito Guerino Zanon (MDB). A prefeitura informou que o projeto ainda não passou pela apreciação do Executivo.
Por meio de nota, a Câmara informou que a discussão vem desde 2017. Sobre uma possível revogação, a Casa disse: “Cabe ao presidente colocar em apreciação no plenário. Não há consenso, até o momento, de voltar atrás da decisão”.
Como eles votaram
A favor do reajuste: Ricardinho da Farmácia (SD), Gelson Suave (PSC), Edimar Vitorazzi (PSC), Pamela Maia (PSDC), Fabrício Lopes (MDB), Tobias Cometti (PSDC), Joel Celestrini (SD), Marcelo Pessotti (PPS), Tarcísio Silva (PSB), Carlos Almeida (PDT) e Jean Menezes (PRB)
Contra: Estéfano Silote (PHS)
Ausente: Rogerinho do Gás (PRP)