Do nome ao manifesto, a identidade do novo partido de Jair Bolsonaro foi concebida para mesclar temas do militarismo com os de religião, num aceno ao que o Presidente vê como bases prioritárias.
O termo “aliança”, de Aliança pelo Brasil, remete não só a acordos estratégicos, como também à união com Deus. Verde, amarelo e azul vão predominar nas plataformas de divulgação da legenda. E o clã não pretende colher aliados apenas no PSL. A ideia é abrir portas a dissidentes de outras siglas.
Audácia
Aliados do Presidente, inclusive o filho Eduardo, o 03, propagaram nos últimos dias que o objetivo da legenda é superar o número de deputados que o PFL (hoje DEM) conseguiu eleger em 1998: 106.
Ninguém tasca
A intenção de atrair quadros de outras siglas, porém, pode acabar ampliando a irritação de partidos de centro-direita com o governo.
Regressiva
Manifesto que apresenta o novo partido foi lido por Bolsonaro em reunião com deputados ontem. O texto será usado para apresentar o site da nova sigla. A plataforma deve ser lançada semana que vem.
Pescador de homens
Bolsonaro começou a sondar ministros do Tribunal Superior Eleitoral sobre a viabilidade da tese que prevê a repartição do Fundo Partidário do PSL caso ele consiga puxar mais da metade da bancada para sua nova agremiação. Relatou a aliados um aceno positivo.
Meia palavra basta
Ao citar Sergio Moro (Justiça) como possível vice em 2022, o Presidente sacramentou o entendimento de que o ministro não será indicado por ele ao STF.
Deve, não negue
Líderes de centro e centro-direita avisaram ao ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), ontem, que vão obstruir as votações na Câmara até que o Planalto pague todas as emendas prometidas durante as negociações da reforma da Previdência.
Soem as trombetas
O ânimo dos deputados com o ministro que toca a articulação política não está em sua melhor fase. Os principais nomes do chamado Centrão foram informados de que Ramos se refere a eles como “os cavaleiros do apocalipse”.
Missão internacional
Governadores do Nordeste organizam um giro pela Europa para buscar investimentos e apresentar o consórcio da região montado por eles.
Sua turma
Aliados do ex-presidente Lula vão aconselhar o petista a procurar, o mais rápido possível, caciques de partidos de centro que não se identificaram com o bolsonarismo. Nomes do MDB, do PL e do PP estão na lista.
Sua turma II
Para esse grupo, o petista precisa se “concentrar na política”, já que haveria um vácuo de diálogo no País. A avaliação é a de que Lula deveria buscar “um a um” todos os caciques partidários que “não têm laços orgânicos com o mercado financeiro”.
Tentáculos
Deputados e senadores que têm agenda muito conectada à de investidores, dizem os aliados de Lula, seriam os mais reticentes a abrir conversas com o PT. Mas, descartada essa ala, acreditam, há espaço para reabilitar pontes com o centro.
Tirem as crianças…
Diante dos fracassos dos leilões do pré-sal, Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público de Contas, fez representação solicitando que o TCU acompanhe as discussões no governo de mudança no regime de partilha. Quer “afastar o risco de incertezas” nas próximas negociações.
…da sala
Furtado sugere ainda que o TCU crie um grupo de trabalho para estudar alternativas ao regime atual.
Caminho do meio
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu a aliados que redigissem propostas alternativas à que hoje é debatida na Câmara para reabilitar a prisão em segunda instância.
Sobe
Uma das teses estabelece tribunais regionais federais como o marco legal para o trânsito em julgado, mas na prática delega a autorização da prisão aos tribunais superiores, STJ e STF.
Tiroteio
“Governo muquirana: veste um santo e despe outro. É muito injusto tributar quem já sofre com o desemprego”. Do economista Paulo Nogueira Batista Júnior, sobre a proposta de estimular o emprego de jovens taxando o seguro-desemprego.