
Segundo testemunhas, Geovani Pereira Teixeira, mais conhecido como Makita, tinha acabado de sair da casa quando foi surpreendido no meio da rua. Ele foi golpeado na cabeça, no rosto e em outras partes do corpo.
A vítima tentou se defender e acabou sofrendo também lesões nas mãos. O autor dos golpes fugiu e o objeto utilizado no crime não foi localizado.
De acordo com o titular da Delegacia Regional de Itapemirim, Djalma Pereira Lemos, Makita havia sido detido na noite anterior, após se envolver numa briga com dois cunhados. Ele foi liberado da delegacia por volta de 23 horas, ou seja, cerca de sete horas antes do crime.
Segundo testemunhas, o desentendimento com os cunhados teria ocorrido em função de cobrança de uma dívida.
“Houve uma briga generalizada entre familiares e o Geovani foi autuado por danos e agressão. O delegado de plantão pensou em deixá-lo preso para evitar novo conflito, mas acabou estipulando fiança, após muita insistência da família, que providenciou o dinheiro à noite”, destacou Djalma.
Após o pagamento da fiança, de R$ 1.000,00, Makita foi liberado. “Hoje (ontem) pela manhã, fomos surpreendidos com a notícia de que ele tinha sido morto a pauladas”, ressaltou o delegado.
Segundo amigos, Makita, estava impedido judicialmente de trabalhar, em função de problemas psiquiátricos e, por isso, recebia uma pensão do governo. Ele fazia uso de medicamentos controlados.
Duas tatuagens do lutador chamaram a atenção dos policiais e de outras pessoas que estiveram na rua onde o crime ocorreu. Nas costas, ele exibia a palavra “Satanás” e, no peito, “diabo”.
Até a noite de ontem, nenhum suspeito do homicídio tinha sido preso.