A Marinha do Brasil (MB) confirmou nesta terça-feira (19), por meio de análise laboratorial, que os fragmentos de óleo encontrados na Serra e em Vila Velha, combinam com a substância que contaminou as praias do Nordeste desde agosto deste ano. As amostras foram coletadas nos dias 14 e 17 deste mês, respectivamente.

“O monitoramento continua na Serra. Toda a equipe está monitorando as praias e de prontidão”.
Áurea disse, ainda, que foram recolhidos cerca de 3,5Kg de fragmentos de óleo misturados a areia e material orgânico na região de Jacaraípe.
Já em Vila Velha, os vestígios de óleo apareceram na praia de Interlagos. Segundo a prefeitura, “não há uma preocupação excessiva, pois o volume é muito pequeno”.
Com relação ao fragmento de cor escura encontrado na última sexta-feira, na Praia de Camburi, Vitória, a Marinha informou que não se trata do mesmo material.
“A amostra coletada no município de Vitória não 
Para o professor de oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Agnaldo Martins, o fragmento encontrado deve ser produto de alguma atividade portuária na capital.
“Temos atividades petroleiras na cidade e esse material pode ter se desprendido em pequena quantidade durante uma operação. É algo comum. O que acontece é que as pessoas estão mais sensíveis a observar a substância por causa do desastre ambiental pelo qual o País passa”, argumentou.
Desde o dia 7 deste mês, foram atingidos os municípios de Conceição da Barra, São Mateus, Linhares, Aracruz, Serra e Vila Velha. O Comando Unificado da Crise do óleo autorizou a instalação de boias de contenção no Rio Itaúnas para preservação da qualidade da água. Foram instalados 200 metros de barreiras de contenção.
Banho de mar liberado no litoral
Embora a contaminação por óleo nas praias capixabas crie um alarde na população, não há motivos para se preocupar. A balneabilidade das praias (qualidade da água do mar) não foi comprometida. Isso quer dizer que os banhistas podem entrar no mar.
Segundo o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Espírito Santo, Diego Libardi, os banhistas devem acionar a Marinha caso encontrem vestígios de óleo nas praias. O telefone é o 185.
“Até agora nenhuma de nossas praias tiveram a balneabilidade comprometida por causa desses fragmentos. O procedimednto é, se encontrar óleo, o banhista deve acionar as equipes de limpeza. A praia fica apta para banho”, disse.
Para o professor de oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Agnaldo Martins, fatores como exposição à água salgada e ao sol muda as características da substância, e as tornam menos tóxicas.
“Os fragmentos chegaram ao Estado em menor quantidade e mais sólidos. Têm aspecto de plástico e já não são ameaças aos banhistas. Recomenda-se que o contato não exista, mas as substâncias não comprometem a qualidade da água do mar”, explicou
Já a secretária de meio ambiente da Serra, Áurea Galvão, disse que “conforme as orientações do governo federal – Marinha e Ibama – não há nenhuma restrição para uso das praias”. A prefeitura de Vila Velha também tranquilizou os banhistas por meio da assessoria de imprensa. “Não há restrições quanto à balneabilidade das praias”.
Por lá, atuam nas praias 36 guarda vidas da secretaria de defesa social e trânsito e 30 garis da secretaria de serviços urbanos, além de 68 homens da Marinha.

