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Revolução no ensino com nova geração de professores

Em um passado recente, o uso do celular era proibido nas escolas. Hoje em dia, o aparelho se tornou um instrumento de ensino, usado dentro das salas ...

Revolução no ensino com nova geração de professores
- Equipe de professores do Programa de Robótica da escola Paulo Mares Guia, de Cobilândia. Projetos ajudam na preservação ambiental e facilitam o dia a dia.

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Em um passado recente, o uso do celular era proibido nas escolas. Hoje em dia, o aparelho se tornou um instrumento de ensino, usado dentro das salas de aula. Esse é um exemplo de que a educação pode, sim, ser dinâmica e acompanhar a tecnologia.

Como na terça-feira (15) é celebrado o Dia do Professor, a reportagem ouviu histórias de profissionais que estão usando novos recursos e até materiais recicláveis para revolucionar o processo de aprendizagem.

É o caso do professor e coordenador do Programa de Robótica Jadson Rafalski, 30 anos, da Unidade Municipal de Ensino Fundamental (Umef) Paulo Mares Guia, em Cobilândia, Vila Velha.

Ele ajuda os alunos a criarem protótipos capazes de facilitar processos do dia a dia e na preservação do meio ambiente. “Com o objetivo de despoluir o Rio Jucu, eles criaram uma balsa autônoma que identifica e coleta o lixo. Ainda não é um produto final, mas são ideias que estamos desenvolvendo”, declarou.

Equipe de professores do Programa de Robótica da escola   Paulo Mares Guia, de Cobilândia. Projetos  ajudam na preservação ambiental e facilitam o dia a dia. (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

O coordenador acredita que, para fazer com que o aluno interaja, questione e crie, é necessário repensar o modelo de sala de aula. “Vivemos em um mundo onde é preciso inovar todos os dias. Aquela aula do quadro e do giz ficou em outra geração. Nós temos novas tecnologias que são necessárias e tornam as aulas mais atrativas para os atuais alunos”, afirmou.

A professora de Robótica Francine Gonçalves Correa, de 38 anos, da Umef Izaltina Almeida Fernandes, em Vila Velha, dá aula para alunos entre 10 e 11 anos de idade.

“Pegamos aquilo que seria lixo na casa deles e montamos brinquedos. Teve carrinho de garrafa pet, robô com CD e isopor, e um helicóptero com frasco de desodorante com sensor de presença que faz a hélice girar”, detalhou.

Ela explicou que une brincadeiras com noções de robótica. “Usamos a criatividade das crianças. Eles colocam a mão na massa e aprendem”.

Já a professora de Tecnologia e Robótica Márcia Aparecida Lippaus, 53, ensina sobre elétrica e circuitos. “Ofereço um conhecimento que os alunos vão levar para a vida toda e pode até se tornar uma profissão. Levar algo novo para eles é o que me motiva”.

ALGUNS EXEMPLOS DE INOVAÇÃO

Cultivo de horta e lição de heróis

Enquanto os alunos colocam as mãos na terra, a professora Ediram Maria Meireles, 46, da EMEF Eulália Falqueto Gusman, na Serra, aborda o meio ambiente. Ela desenvolve uma horta há três anos. “Trabalho o desenvolvimento da planta e a importância da agricultura para as pessoas”, explicou.

Os professores Kleiton Pereira e Ediram Maria. (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

Na mesma escola, o professor de inglês Kleiton Pereira, 39, criou um projeto inspirado nos super heróis, com direito a música e vídeos, para falar de valores humanos. Agora, ele vai usar o tema de emojis. “Usamos o que eles gostam, para atrair a curiosidade, e aí aplicamos o conhecimento junto”.

Ler e escrever textos no tablet

Os professores de Língua Portuguesa Érika Carraretto, de 34 anos, e Lucas Gambarini, 25, do Salesiano Nossa Senhora da Vitória, abordam a produção de texto em formatos diferenciados, com o uso de tablets, celulares e lousa digital.

Os professores de língua portuguesa Lucas Gambarini e a Érika Carraretto. (Foto: Leone Iglesias/AT)
 

“Os meninos nasceram com o dedo na tela touch, mas eles não sabem enviar um e-mail, por exemplo. Criam para fazer uma rede social, mas não usam. Pedi que escrevessem um e-mail com análise do tema inclusão. Trabalhamos o gênero de forma prática. A língua é viva”.
Lucas completou: “Jogos, séries, filmes, quadrinhos são bem-vindos. A tecnologia está a nosso favor”.
 

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