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Educação

“A tecnologia tem de estar a favor do aprendizado”

A inteligência artificial, que há alguns anos era tema de ficção científica, já é uma realidade dentro das escolas no Estado, e não é possível lutar ...

“A tecnologia tem de estar a favor do aprendizado”
- Moacir Lellis diz que as escolas têm buscado a reflexão sobre o trabalho

Última atualização

Moacir Lellis diz que as escolas têm buscado a reflexão sobre o trabalho (Foto: Rodrigo Gavini - 25/08/18)A inteligência artificial, que há alguns anos era tema de ficção científica, já é uma realidade dentro das escolas no Estado, e não é possível lutar contra a evolução. É o que afirma o presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES), Moacir Lellis. 

No entanto, ele defende que para que seja efetiva no seu propósito dentro da escola, a tecnologia tem de estar a favor do aprendizado do aluno, que seja usada como facilitador da democratização do ensino no Estado.

A Tribuna – A revolução tecnológica trouxe que tipo de mudanças para as escolas e dentro da sala de aula? O que hoje não pode faltar para os alunos?

Moacir Lellis – Não é mais possível fugir da tecnologia, nem nas escolas nem na sala de aula. Então o melhor a ser feito é aliar o uso da tecnologia com o aprendizado, utilizando-a, literalmente, a favor do desenvolvimento dos alunos. Então, acredito que a tecnologia tem que estar a favor do aprendizado dos nossos alunos. As escolas capixabas têm conseguido desempenhar esse papel com qualidade.
A tendência, daqui para frente, é que a tecnologia ajude a democratizar o ensino, já que existem ferramentas desde o ensino adaptativo até sistemas capazes de recomendar sites confiáveis em determinadas áreas e identificar dificuldades e falhas nos desempenhos de cada aluno individualmente.

A Tribuna – Neste cenário de mudanças, quais os desafios que a Educação 4.0 traz para as escolas?

Moacir Lellis – A inteligência artificial já é parte do nosso dia a dia nas escolas e segue mudando a rotina das salas de aula no Brasil e no mundo. De computadores, tablets e celulares a softwares inovadores que facilitam o aprendizado dos alunos e o ensino dos professores, a tecnologia está fazendo parte da sala de aula e através delas é possível motivar crianças e adolescentes, ter uma visão macro do desempenho e dificuldades de cada um e apoiá-los individualmente.

A Tribuna – Como os gestores, professores e instituições do Estado estão se atualizando em relação a todas essas mudanças?

Moacir Lellis –  Desde quando a inteligência artificial começou a entrar no dia a dia das escolas e salas de aula, um dos nossos principais desafios era a capacitação de professores e profissionais para utilizarem as tecnologias da forma mais proveitosa possível para o desenvolvimento dos alunos. Nunca consideramos fugir das tecnologias, pois isso é cada vez mais impossível na nossa realidade.
Através de cursos, workshops e capacitações temos alcançado excelentes resultados, mas acredito que esse é um processo que deva começar desde a formação de professores – já que eles passam a assumir agora um papel de mediadores e não mais de detentores únicos da informação em sala de aula. 

A Tribuna – O Espírito Santo é exemplo em educação no Brasil. Como as escolas particulares têm contribuído para esse cenário?

Moacir Lellis –  O Sinepe-ES tem, ao longo desses anos, incentivado a aproximação das escolas e, com isso, promovendo uma qualificação dos seus gestores e colaboradores, o que potencializa o desenvolvimento de boas práticas, formações de profissionais e a troca de experiências. Além disso, observamos que as escolas capixabas, têm buscado a reflexão sobre seu trabalho para constantes melhorias trazidas por aperfeiçoamento nas práticas pedagógicas.

A Tribuna –  O que podemos esperar das escolas particulares do Estado em 2020?

Moacir Lellis –  Podemos dizer que as instituições particulares de ensino do Espírito Santo estão fazendo o dever de casa quando o assunto é atualização, modernização e investimento em tecnologia em sala de aula.
Recentemente, realizamos a nona edição do nosso Congresso das Escolas Particulares, com o tema Educação 4.0, palestras enriquecedoras e participação massiva dos gestores, diretores e representantes das escolas capixabas. Além disso, estamos em viagem para o Canadá com a nossa Missão Educacional – onde o principal objetivo é ver de perto o que as escolas estão fazendo para viabilizar algumas ações nas escolas capixabas.

Gestores foram ao Canadá conhecer novos métodos

Viagem ao canadá: intercâmbio (Foto: Divulgação/ Sinepe)Para colocar a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em prática, o Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES) organizou a 6ª Missão Educacional para o país com melhores notas do mundo: o Canadá.

Vinte gestores de escolas particulares do Estado foram ao país para conhecer métodos de ensino. Foram 15 dias de viagens pelas cidades de Montreal e Toronto.

“A viagem foi uma imersão a um ambiente onde o pragmatismo reina e funciona. Foi uma enxurrada de exemplo”, refletiu o diretor da Creche Uirandê e da Escola Monteiro, Eduardo Costa Gomes.

Segundo o diretor da Maple Bear de Cachoeiro de Itapemirim, Fábio Rabbi Bortolini, um dos elementos para os bons resultados é a participação da família e da sociedade. “A cultura de uma educação que vai além dos limites da escola me encantou. Há uma participação impressionante dos alunos, pais e sociedade nas decisões, com orgulho e sentimento de pertencimento”.

A diretora do Colégio Santa Catarina, Maria Aparecida Sartori Cordeiro, destaca os projetos voltados ao meio ambiente, além do trabalho de educação continuada e avaliação dos educadores. “Há intensos projetos voltados ao meio ambiente, que proporcionam um exercício à cidadania. Outro ponto importantíssimo é o currículo de graduação e acompanhamento dos professores. Os educadores são avaliados a cada dois anos com provas escritas e por meio de relatórios emitidos pelos diretores”.

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