A ciência descobriu que acreditar, ter fé, espiritualidade, ser positivo e grato por tudo, ajuda no tratamento e na recuperação de doenças. No entanto, vários pacientes no Estado já sabiam deste segredo.
É o caso do técnico em mecatrônica Diego Mello da Conceição, de 34 anos. Em 12 de maio de 2018, na Serra, ele levou 10 tiros, passou oito meses no hospital e 27 dias em coma. Hoje, não tem nenhuma sequela, apenas as cicatrizes e a gratidão pela vida.
O técnico diz que o caso está sendo investigado pela polícia e não sabe o motivo de terem tentado tirar sua vida.
“Sou muito otimista, sempre vivendo a vida com alegria, ainda mais depois dos 10 tiros que levei. Quando estava em coma, a única coisa que lembro foi Deus falando comigo. Me recordo muito desse momento”.
Ele contou que depois dessa experiência, teve certeza de que sairia do hospital. “Hoje, estou sempre pensando positivo e esperando bons resultados. Sou extremamente grato ao Senhor, por estar vivo e por ele ter permitido eu passar por isso tudo! Hoje não tenho nenhuma sequela!”.
O psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, que também é coordenador das seções em espiritualidade da Associação Mundial de Psiquiatria, destacou que esse comportamento de gratidão e ter um propósito na vida, além da fé, estão relacionados a uma menor mortalidade.
“Hoje, temos a ideia do florescimento humano, que é desenvolver todos os potenciais do paciente. Dentro disso, está o desenvolvimento do otimismo da gratidão, da capacidade de compaixão e outros. Pessoas que tem um propósito na vida, vivem mais”.
Por isso, o médico André Felix, especialista em dor crônica, destaca que profissionais de saúde devem estimular o bem-estar do corpo, psicossocial e espiritual, por meio de diferentes estratégias.
Já a psiquiatra Monique Ribeiro ressalta que pacientes que não conseguem lidar com suas emoções acabam prejudicando o tratamento ou causando doenças.
“As emoções precisam ser simbolizadas, transmitidas. Guardar tudo para si não é saudável”, destaca a psiquiatra.
A médica imunologista e psicossomática Maria José Bernardo acredita que toda doença é psicossomática, surge da mente para o corpo.
“Somos interligados: corpo físico; alma, que são as emoções, gratidão e afeto; e espiritual, que é a relação com Deus. Se a parte emocional não estiver bem internamente, isso vai acabar se manifestando no corpo”.
